O Jornalismo Colaborativo, com sua explosão de produção, curtidas e compartilhamentos, surgiu lá fora, na década de 1990, chegando ao Brasil nos anos 2000, devido a propagação dos aparelhos digitais e da internet. De autoria colaborativa, alguns portais, como o "VC no G1", já adotaram a prática de plataformas digitais que aproximam o leitor do processo de produção jornalística.
Esse novo método, também conhecido como jornalismo cidadão ou participativo, tem interação direta com o leitor, trazendo um pensamento de "desapego" no qual o compartilhamento torna-se mais saudável do que o domínio. Hoje, o jornalismo tradicional se transformou, e visa inspirar em vez de ditar regras, tendo em vista que a produção de material requer busca de dados, evidências e complementos, diferente da produção de conteúdo que tem utilidade pública para uma sociedade.
Hoje em dia, pensar em jornalismo
3.0 é pensar no dia-a-dia real das notícias.
E, por mais demorado que o
processo tenha sido, os veículos de comunicação finalmente já estão percebendo
isso.
Que graça tem apenas ler uma matéria legal no O POVO, ou no Diário, por
exemplo, se a gente não pode compartilhar no Facebook? E mais, que graça tem
compartilhar se não posso dar a minha opinião sobre essa matéria e nem debater
com meus colegas sobre aquele tal assunto que despertou minha curiosidade?
Isso
é o que chamamos de Jornalismo 3.0: as pessoas não querem mais somente se
manter informadas, elas também querem falar, elas também querem informar.
Se eu também quero informar, por
que não "fazer acontecer" um modo dinâmico e divertido de pautar matérias?
Vou
fazer uma super corrente no Facebook para
que as pessoas compartilhem 1 milhão de vezes a crueldade que fizeram com o
cachorrinho na minha rua. E aí, quando essa matéria finalmente sair no jornal,
eu, você, e todo mundo que compartilhou, vai se sentir parte da matéria, vai se
sentir informando aquilo.
E afinal, não é isso mesmo que acontece nos dias de
hoje?
A
participação do cidadão na pesquisa e produção de notícias
aumentou e isso transformou a maneira com que as informações são
veiculadas. A imprensa vem recebendo informações e publicando
notícias de pessoas comuns e até de certo ponto
desconhecidas. A essa forma de fazer notícia, é dado o nome de Jornalismo
Colaborativo também conhecido por Jornalismo Cidadão. Denominado
assim por fazer do público, colaborador da notícia transmitida.
Para as pessoas que optaram por essa forma de fazer jornalismo, o
Jornalismo Cidadão é uma chance de tornar a informação democrática a
partir do momento em que qualquer pessoa teria acesso à mídia, não
apenas como leitor ou espectador.
Acredita-se que esse tipo de fazer jornalístico começou no século 18 com alguns
panfletários e escritores anônimos que ganharam
destaque imprimindo as próprias publicações. Tempos depois, já na
década de 60 foi possível perceber o Jornalismo Colaborativo na
morte de John F.
Kennedy,quando cidadãos
que presenciaram o acontecimento postaram vídeos do momento. Nos
anos 90, tornou-se possível a qualquer pessoa, criar uma home page
para compartilhar opiniões. Com o avanço da tecnologia,
tornou-se mais evidente a participação do público no relato de
fatos diários.
Não
se deve confundir Jornalismo Colaborativo com Jornalismo Comunitário,
pois este caracteriza um jornalismo profissional voltado para o
cidadão, um exemplo são os jornais e rádios
produzidos por moradores de uma favela.
Hoje,
grandes mídias (emissoras de rádio e TV,sites,jornais) aceitam matérias enviadas por cidadãos,ou pelo menos fotos e videos. A prática do
Jornalismo Colaborativo, por mais presente que esteja ainda sofre
críticas. Motivo de uma das críticas foi dada pelo jornal The
New York Times, dos EUA, que acusou o Jornalismo
Cidadão de fugir da objetividade jornalística. A credibilidade da
informação, proveniente desse fazer jornalístico ainda é
discutida.
O vídeo a seguir é um exemplo de Jornalismo Colaborativo: