segunda-feira, 10 de abril de 2017

PELO BURACO DO POSTE


FOTO: Eduardo Trovão

     É como se ela tivesse apenas cinco anos; pelo menos pra mim. É como se ainda tivesse muito mais a ser explorada, como se ainda tivesse espaço pra crescer além de um buraco no poste. Não deixa de ser verdade, afinal, quem caminha pelas ruas dela vê construções que entregam o crescimento real e físico da cidade. Mas não é ela que tem cinco anos. Eu tenho; pelo menos para ela. Fortaleza vai completar 291 anos no próximo dia 13 de abril. Eu é que ainda tenho que descobrir lugares, ruas e pessoa que estão aqui desde antes do meu nascimento. Faz cinco anos que me tornei mais forte ao trocar o Rio de Janeiro por Fortaleza.
     A foto é da fachada do estádio Presidente Vargas, no benfica, feita em 2011. Nesse época eu ainda não era nascido. Não aqui. Nasci um ano depois. Não tive tempo de crescer para poder ser grande. Esse buraco no poste virou um rombo em poucos dias - não no poste, esse continua intacto cinco anos depois -, mas sem que se tornasse um estrago, apenas um mar de oportunidades. Vindo de lá para cá recebi olhares esperançosos, como se as pessoas me qualificassem pelo simples fato de ter tido uma vida anterior a essa, vivida no sudeste brasileiro. Não, isso não existe. Recebi olhares - e ainda recebo - duvidosos, de pessoas que insistem em ter a certeza que vir de lá pra cá foi uma tática pensada, uma forma de impor uma sabedoria supostamente maior pelo simples fato de ter tido uma vida anterior a essa, vivida no sudeste brasileiro. Não, isso não existe.
     Cinco anos, na verdade, temos nós. Nossa relação. Meu olhar pra essa cidade ainda é de criança e vice-versa. Assim a gente se ajuda e se atrapalha. Assim percebe e é percebido; bebe o caos presente em qualquer cidade grande, de qualquer capital, mas não tem ressaca. Quase não fica tonto. Incrível como Fortaleza pode ser calma, serena, silenciosa, vazia, tranquila e capital. E perigosa. E barulhenta. E fraca. E uma fortaleza. Muito além da luz de um poste, aqui a cidade que é luz. Aqui se vê de tudo, muito além de um buraco no poste.

domingo, 9 de abril de 2017

Fortaleza que fazemos


                                                  Foto: Google - Beira mar de Fortaleza

  Admito que não é tão simples dizer com palavras precisas ou com definições absolutas quem é a minha Fortaleza. Essa cidade, que tanto muda e só se transforma acaba, todos os dias, tendo um significado diferente pra mim. Nada é como antes e tudo passa a ter um novo sentido. Novas pessoas, novas oportunidades, novos começos e novos fins.

   Esse lugar, que é tão lindo, tão iluminado, tão acolhedor, me traz sim a esperança de um dia poder viver dias melhores . O potencial que cada pessoa traz consigo, a vontade por mudanças, o querer fazer, o abraço amigo, o amparo obtido... tudo isso me faz acreditar que novas coisas estão por vir. Meu olhar com expectativa alimenta minha fé de que poderemos, todos nós, vivenciarmos o respeito e a reciprocidade. Sei que somos capazes disso.

   Não gosto da palavra utopia porque ela nos distancia das coisas, de sonhos. Prefiro sempre pensar no lado bom das coisas, por isso não podia ser diferente com o lugar no qual vivemos. Sei que nada acontece do dia pra noite, claro, mas acredito no processo, na sede por mudança. Ainda há possibilidades pra Fortaleza. Acredite nisso.

Por: Ivna Nunes

A muralha

                                                                      Foto: José Mesquita

Fortaleza se ergue para mim em 1991, na Cidade dos funcionários, um bairro residencial, que tinha como seu principal atrativo o Lago Jacarey. Era considerado um local pacato, mas logo descobrimos que nossa fortaleza não era tão segura assim. Após uma invasão e furto de pertences da nossa morada, demos início a uma diáspora para outro território da capital, este com muros mais altos e fortificados.
Há 20 anos fincamos nossas raízes em mais um bairro que julgávamos ser pacato, mas acho que poderíamos vagar tanto quanto os hebreus em busca da terra prometida e jamais iríamos encontrar, a desigualdade não permite, nós com nossos muros altos, fortalezas dentro de Fortaleza não permitimos. Pois bem, nosso novo velho lar se chama Guararapes, ou não, acho que decidiram homenagear um grande empresário e decidiram mudar o nome do bairro, homenagem essa que faz sentido, uma vez que o bairro está em um processo de verticalização que faria inveja as cidades medievais com seus muros protetores. Outra ironia do destino é a nossa orla, que também recebeu um vasta muralha em sua “área nobre”, acho que as empreiteiras quiseram homenagear o forte que deu origem a capital cearense e acabaram se empolgando demais, impedindo até o vento de passar, isso, até ele foi barrado.
Não lembro de muitas brincadeiras nas ruas quando mais novo, isso só era mais praticado nas viagens para o interior. Hoje sair para andar na rua e voltar inteiro é um ato que muitos comemoram. Triste. Se a desigualdade já impera na fortaleza, os muros altos só contribuem mais e mais para o seu aumento, aqui os espaços fechados são abertos e os espaços abertos são fechados. Temos que ocupar.

Por: Italo Oliveira

É Quente

Sair de casa à tarde é sempre uma tormenta. Peço carona à minha mãe e ela diz: Tu vai sair nesse sol? A vida de estudante é osso. Ás 15:34, já dentro do ônibus, o termômetro marca 30°C. "30°C com sensação de 50 nesse inferno, se pelo menos eu tivesse um carro... Não dá pra manter dois carros com a gasolina custando quase quatro reais. Vai de busão sim!"
Pegar ônibus nessa cidade tem seus charmes, mais ainda quando você consegue um lugar no lado da janela. Ver as paredes pichadas, as calçadas quebradas, cheias de mato e enfeitadas de lixo espalhado. Ah, tudo isso é tão bucólico! Só que não. A vida aqui não é só praia e sombra. Fortaleza não gira em torno das sereias da Praia de Iracema nem dos boêmios do circuito Dragão-Passeio Público.
Bem vindos à terra de poeta que vive e morre nas ruas, dos terminais da Messejana, Lagoa, Siqueira e Parangaba, da interminável construção do metrô; a terra da Dandara, do roubo ao Banco Central e dos prédios antigos que serão derrubados para dar lugar a arranha-céus. Fortaleza é linda, é só prestar atenção.

Por Tayane Matos



Foto: Tayane Matos

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Eu me faço Fortaleza.



O Barba Azul - Poço da Draga - Havaizinho. (Ponte)
Foto: Bárbara Soares.
  Eu viajo, em espaços, eu me perco, eu me acho. Nas ruas, nas calçadas, nas vias, nas esquinas, praças, praias, nas pontes, nos morros, nos extremos, no centro. De ônibus, a pé, de carro, de bike, na garupa. Observando, devaneando, fotografando, cantarolando, conversando, escutando. Fortaleza acaba deixando de ser apenas um espaço arquitetônico, social, cultural, vai além.
     Ocupar faz parte do meu vocabulário desde que me dei conta que a cidade abriga ao mesmo tempo que me domina, em forma de pessoas, de sistema, de informação ou solidão. O ocupar contradiz, mas se faz por perto, com afeto, coletividade, amor, preenchimento, ação e reação. Fazer parte da cidade assim como ela faz parte de mim. Ser cidade. Fugir da rotina combina com a brisa de Fortaleza, estimula o novo observável aos olhos, mas que traduzindo em corpos, os sentimentos acabam tomando conta de acordo com que as vivências tomam conta também.      
      Há horas que me sinto acolhida, há horas me acalento, há horas que a marginalização do todo capital me faz sofrer junto e sinto a vontade de cuidar como mãe. Fortaleza é mãe, como uma boa mãe, com seus anjos e demônios, com suas fúrias ou luzes radiantes e reluzentes, se transforma à medida em que me transformo. Eu faço Fortaleza e Fortaleza me faz, e refaz, constrói e desconstrói, todos os dias, mutável.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Depoimentos | Aluno da UNIFOR compartilha experiências pessoais

Ronaldo mostrou ser uma pessoa muito simpática, divertida e extrovertida. Cursa Direito, está atualmente no 6º semestre e valoriza muito seus amigos. 

"Eu nunca tive muito tempo pra ter histórias muito longas aqui na Unifor, mas gosto muito de sair com meus amigos pro Pitombeira. Sobre mim? Meu Vênus é em Aquário e a Lua em Câncer, e eu só sofro por causa disso. Se eu não fizesse Direito, estaria fazendo Psicologia ou Filosofia. Tenho um medo muito grande de altura, e não sei andar de bicicleta, o que é bizarro porque eu gosto muito de velocidade. Eu amo velocidade. Não chorei hoje, e é um grande avanço, porque eu sou muito emotivo. Às vezes acometem términos na vida das pessoas, mas tudo tal hora termina bem, o importante é ser positivo. Meu sonho é a paz mundial. Todo mundo passa por momentos ruins, mas no final tudo acaba bem. Eu gosto muito de falar, eu falo muito, quando eu bebo eu falo muito, mas não sou alcoólatra. Gosto de ser ouvido, de passar três horas falando. Eu me sinto melhor botando pra fora."

Entrevista feita por: Ana Karoline Damasceno e Victor Montenegro. 




Depoimentos | Ex-aluno e funcionário da UNIFOR fala sobre sua história.

Funcionário, que se chama Genilson Duarte, trabalha na administração do CCG e é encarregado pelo almoxarifado

Com 17 anos, Genilson entrou na Unifor como aprendiz no CCG, e ao longo do tempo foi promovido em subsetores, onde conheceu várias pessoas e exerceu várias funções, adquirindo experiência e apredizado. Formado em 2015.2, pelo curso de Publicidade, ele conta que sente-se melhor e mais próximo trabalhando na área que gosta.

Com o tempo de trabalho e sendo ex-aluno da Universidade, Genilson fala que existe uma boa interação entre alunos e funcionários, principalmente no bloco T. Conta também que eles se ajudam entre si.

Entrevista feita por: Leandro Lima e Diuly Moreira.

Genilson Duarte, Administração do CCG.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Roteiristas de "Os Simpsons" são presos pelo FBI por uso de informações privilegiadas

A Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) prendeu na manhã desta quinta-feira, 11, quatro roteiristas da série de televisão Os Simpsons, por uso de informações privilegiadas durante o programa. São eles Sam Simon, Matt Groening, David X. Cohen e Mike Reiss. Outros quatros roteiristas também tiveram ordem de prisão decretada, segundo nota divulgada pelo FBI. James L. Brooks, que também é produtor da série, Al Jean, John Frink e David Mirkin estão sendo procurados pela polícia federal dos Estados Unidos. 

As prisões foram decretadas após a confirmação de que os oito roteiristas usaram informações privilegiadas em determinados episódios da série de televisão. A 20th Century Fox, estúdio produtor, foi pega de surpresa nesta manhã, quando agentes do FBI chegaram nos estúdios e prenderam dois roteiristas que estavam presentes. O estúdio alega que não teve entendimento das prisões e nem da investigação que estava em curso há quase 10 anos. 

Matt Groening e David X. Cohen estavam em casa quando a polícia bateu em suas portas. O FBI não divulgou quais informações foram reveladas pela série, mas alega que são sérias e que causaram diversos danos à população norte-americana e na bolsa de valores do país. A suspeita é que os roteiristas tenham ligação com o grupo Wikileaks.


Esta postagem é um exercício da disciplina Sociedade de Informação e Tecnologias e as informações presentes neste texto são fictícias.

Exército russo apodera-se de aplicativo gay na recruta de homens


A descoberta de um grupo universitário trouxe à tona o que o governo russo esconde há mais de 5 anos


Com intuito de recrutar os homens mais adequados para uma possível guerra mundial, a Rússia viu em um aplicativo voltado para o público LGBTT a melhor forma de alcançar seus objetivos. O aplicativo GRINDR criado pelo americano Joel Simkhal, de 33 anos, detém todas as características físicas de diversos homens em todo o mundo. Numa prospecção de como isso seria desenvolvido o governo russo encontrou no Grindr tudo o que precisava.

Um grupo de estudantes da universidade Perm State encontrou um suposto perfil de Vladmir Puttin e desenrolaram uma conversa onde todas as respostas do presidente levavam a reforçar ainda mais a teoria preestabelecida dos estudantes.



Essa postagem é um exercício da disciplina sociedade de informação e tecnologias e as informações presentes nesse texto são fictícias.


Links Relacionados:

Vendi minha alma nos termos de uso

Imagem: Google Imagens


Os avanços tecnológicos advindos das evoluções industriais dos últimos 4 séculos proporcionaram um ecossistema perfeito para transformações culturais que mudaram a realidade e vivemos hoje em um mundo físico permeado por uma realidade que transcende o real. Isso não quer dizer que vivemos paranormalidades ou teorias conspiratórias, mas em uma realidade virtual, de um mundo não tangível que mesmo assim existe e estamos inseridos nele. 

Mas o que é realidade? É a qualidade ou característica do que é real, o que realmente existe, fato real, verdade ou ainda aquilo que tem existência física, palpável. Isso nos permite entender uma mudança de paradigmas e uma alteração do significado do que é real em determinado espaço/tempo/cultura. A verdade é que o virtual – aquilo que é existente apenas em potência ou como faculdade, sem efeito real – tende a ser também real. Já que coisas que acontecem no mundo virtual podem ter efeitos reais no mundo físico.

Isso se potencializa com a nova geração de nativos digitais, pessoas que nasceram e cresceram com as tecnologias presentes em sua vivência [¹] e mais recentemente com o que vem se chamando de wearable estamos cada vez mais fluindo entre o físico e o virtual, em poucos anos veremos gadgets integrados ao corpo substituindo nossos smartphones[²]. Recentemente uma agencia de vazamentos de informações divulgou que grandes bilionários estão interessados no setor e planejam a integração de suas multinacionais para o desenvolvimento de um dispositivo que agregue várias funções e serviços.

Nomes como Carlos Slim Helu (telecomunicações), Bill Gates (softwares), Larry Page (google) e Lee Kun-hee (Samsung) [³] são citados e um protótipo do que seria um kit composto de um óculos e um relógio/pulseira é apresentado como projeto “Modulate”. Tudo ainda está fase de planejamento, mas há grandes indícios de que o “Modulate” seja uma realidade em 4 anos. “A ideia é lançar um produto que todos tenham necessidade de usar e desejem usar” - comenta Alex Brokaw, analista de rumores The Verge.

Ainda existe muita resistência no mercado para gadgets “vertíveis”, mas o setor diz que há pesquisas e desenvolvimento de tecnologias para tornarem os dispositivos mais intuitivos. Passo a passo, nossa interface de usuário para smartphone será substituída por dispositivos vestíveis. Com o crescimento de assistentes virtuais e bots, nós cada vez mais estamos falando com nossos smartphones através de wearables ao invés de tocar nossas telas. Notificações e atualizações serão faladas para nós através de nossos fones de ouvido. Os eletrônicos usados atualmente nos óculos inteligentes sumirão dentro dos óculos tradicionais e óculos de sol, e nós os usaremos para fazer fotos e gravar vídeos e, com um simples piscar de olhos, poderemos mudar a visualização para imagens de realidade virtual e realidade aumentada.
 
Avanço em tecnologias wearable | Imagem: Google
 
A questão de tudo isso é o que as grandes corporações irão fazer com todos os dados gerados pelos usuários. A cúpula envolvida no projeto “Modulate” pretende aumentar ainda mais a captação e o armazenamento de informações dos seus usuários, o que já vem sendo feito através do Google em dispositivos e serviços que usam o software da companhia. Analistas apontam para atividades acima das leis e alguns mais preocupados acreditam haver  parceria entre governos, corporações e o trafico de informações. A principal suspeita é que as segurança dos softwares do projeto “MOdulate” estão sendo desenvolvidos pela Hacking Team, uma EMPRESA italiana que fornece “soluções de segurança” para quem quiser comprar e é tida como a “Inimiga da Internet”[4].


http://www.tecmundo.com.br/tecnologia/49699-wearables-sera-que-esta-moda-pega-.htm 
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/07/hacking-team-empresa-italiana-de-seguranca-tem-dados-vazados.html


Esta postagem é um exercício da disciplina Sociedade de Informação e Tecnologias e as informações presentes neste texto são fictícias.
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