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quarta-feira, 8 de junho de 2016

TRABALHOS | MEU CELULAR É MEU CORPO: O REFLEXO DE UMA SOCIEDADE EM CONSTANTE MOVIMENTO

RESUMO: Embasada nos estudos de Donna J. Haraway (1985), Bauman (2001) e Manuel Castellos (2003), nossa pesquisa interpela as adaptações observadas no sistema de ideologias e costumes da sociedade com o advento das plataformas digitais. Trazendo uma experiência de abstinência de celular registrada por cada integrante em um diário de campo, tem o propósito de expor a dependência do ser humano com o celular e como sua ausência tornou-se um contratempo quase irreversível.

PALAVRAS-CHAVE: Sociedade; Ser humano; Celular; Extensão do corpo.

EQUIPE: Ana Bárbara GORDIANO, Camila Tainá GADELHA, Ellen MESQUITA, Ingrid SILVA, Lara NEPOMUNOCE, Ellen MESQUITA.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Atire a primeira pedra aquele que nunca conversou no celular com a pessoa sentada do lado!


Isso pode até parecer brincadeira, mas não, o difícil é encontrar um grupo de amigos em que tenha um sem o celular na mão! Isso é tão sério que foi criado um aplicativo para mesas de bar, onde todos devem empilhar seu celulares e o primeiro a tocar  tem que pagar toda a conta. Pode até parecer fácil, mas pelo contrário, conter o nossos dedos está cada vez mais difícil e isso não é uma novidade.

Bauman em Amor Líquido diz: Aos que se mantêm à parte, os celulares permitem permanecer em contato. Aos que permanecem em contato, os celulares permitem manter-se à parte...(p.38) Este fato é tão óbvio que tem um filme que diz tudo, exatamente tudo sobre isso, Medianeiras. Para resumir esse filme: Trata-se de dois personagens, vizinhos, feitos um para outro que não conseguem se encontrar, então fala-se de experiências anteriores ou motivos pelo qual eles ainda não se encontraram, para mais informações assista o trailer abaixo :)


Em todo o filme tem duas cenas que representam isso explicitamente. Primeira cena: a andadora de cachorros, primeiro: ninguém sabe o nome dela, muito menos o protagonista pois não é citado em nenhum momento, segundo: eles não tem nenhuma cena em que mantenham uma conversa física, ou eles estão ouvindo música no celular ou tendo relações sexuais. 

Segunda cena: a última cena da andadora de cachorros, primeiro: único momento em que eles falam, ela fala que ele tem muitas músicas e ele diz que vai escolher uma, segundo: ela passa o restante do momento respondendo mensagens no celular, que são para a namorada dela, onde ela mente em relação ao local onde se encontra, ou seja, elas estava se mantendo afastada da menina através da tecnologia!

Assim como a tecnologia tinha tudo para nos manter próximos ela tem nos mantido afastados, relacionamentos estão cada vez se tornando mais virtuais, isso por que o "fisicamente distante"e o "espiritualmente remoto" tem sua própria base. Com a internet ficou muito mais fácil ignorar os indesejáveis, ficou muito mais fácil lidar com o mundo exterior.

E ai você tem coragem de atirar uma pedra?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

QR Code: que bicho é esse?


     Todo mundo já viu, mas quase ninguém sabe o que é. O QR Code, ou Código QR, vem da sigla Quick Response, ou seja, resposta rápida, daí já dá pra entender pra onde que vai. Basicamente, ele é um código de barras bidimensional que é decodificado por uma câmera de celular. A foto se transforma em um texto, endereço, foto ou alguma outra coisa na internet, assim, instantaneamente. A criação veio, claro, dos japoneses, mais precisamente de uma empresa chamada Denso-Wave (em 1994, e a gente só foi pegar o gosto alguns anos atrás).


     Hoje em dia dá pra ver um QR Code em toda capa de revista e outdoor, desfiles de moda e clipes de bandas como no da famosa música "Integral" dos Pet Shop Boys. Mas, o local em que ele é onipresente é, sem dúvidas, as propagandas. Assim fica mais fácil para as empresas se comunicarem com o seu público, já que é impossível descrever o seu produto em apenas um anúncio. As pessoas agora podem bater a foto do QR Code e entender mais sobre aquele lançamento, promoção, etc.



     Apesar de ser conhecido como uma ferramenta de marketing, o QR Code também é utilizado de formas criativas para ajudar uma boa causa. A Bandera Blanca Missing Children, uma associação argentina de divulgação e busca de crianças, criou uma campanha com a Almacén de Buenos Aires chamada Qriosity Codes. Vários QR Codes foram espalhados pela cidade em bancos e brinquedos de parques para atingir o seu público-alvo: os pais. Mais de 5 mil pessoas fotografaram os códigos, encontrando dados sobre crianças desaparecidas.  


     Quem quiser pode baixar um aplicativo compatível com seu celular, como os disponíveis neste endereço, para poder acessar os QR Codes. Aqueles que querem ir mais além e criar o seu próprio código podem procurar programas para instalar no computador ou buscar um site que ofereça o serviço gratuitamente.
© SITe
Maira Gall