quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Distância real X Aproximação virtual .

Esse duelo já está consolidado na nova sociedade. A sociedade das novas mídias e suas tecnologias,onde a interação entre os indivíduos acontecem através de uma tela de computador. O filme "MEDIANEIRAS" , que se passa em Buenos Aires,retrata exatamente esse distanciamento entre os indivíduos, uma cidade totalmente cosmopolita cercada de muitos prédios,muitas pessoas e muita pressa. Martin e Mariana, protagonistas de uma história que nos é bem comum, que acontece sempre com pessoas próximas a nós ou até com nós mesmo.
Ele, um jovem solitário, inquilino de um apartamento de poucos metros quadrados, aficionado por internet, passa maior parte do seu tempo de frente ao computador, tem como único companheiro um cachorro,deixa pela ex-namorada. Ela, moça jovem desiludida com fim de um relacionamento, frustrada com a profissão de arquiteta, constrói manequins e cuida de decorações de vitrines, os bonecos são as representações mais próximas de seres humanos com a qual ela se relaciona.
No texto, Bauman retrata o quanto os indivíduos se sentem mal,inquietos ou até vazios quando estão desconectado das redes sociais ou sem celular, isso porque não estão estabelecendo uma relação,através da internet.É como se estivessem desconectados com o próprio mundo criado virtualmente.


Efeitos da inclusão digital - Eis o grande desafio do novo mundo. 

Marcado por novas tecnologias e progressões cada vez mais constantes no universo digital, assim pode ser definido o mundo contemporâneo. Da mesma forma que aproxima as pessoas, restringe e causa comodidade nas relações, provocando efeitos negativos consideráveis do ponto de vista social. O filme "Medianeras" mostra de forma bastante clara essa realidade. Dois jovens argentinos têm seus destinos cruzados paralelamente, mesmo sem contato físico. Enquanto Martín vive aprisionado em seu apartamento de poucos metros quadrados (e em seu próprio mundo), Mariana questiona os péssimos acontecimentos sequenciais em sua vida, dentre elas, a frustração pela profissão e o fracasso do casamento. 


No longa, também é atribuído que o individualismo e a modernização são fatores preponderantes para o assentamento dessa problemática, dificultando a proximidade dos indivíduos e, de certa forma, trazendo solidão e desalento aos que estão inseridos nessa realidade. Exatamente como descreve uma das primeiras cenas do filme:

"Buenos Aires cresce descontrolada e imperfeita. É uma cidade superpovoada em um país deserto. Uma cidade onde se erguem milhares e milhares de prédios sem nenhum critério. Ao lado de um muito alto, tem um muito baixo. Ao lado de um racionalista, tem um irracional. Ao lado de um em estilo francês, tem um sem estilo. Provavelmente estas irregularidades nos refletem perfeitamente, irregularidades estéticas e éticas. Esses prédios que se sucedem sem lógica, demonstram total falta de planejamento. Exatamente assim é a nossa vida, que construímos sem saber como queremos que fique... É certeza que as separações e os divórcios, a violência familiar, o excesso de canais a cabo, a falta de comunicação, a falta de desejo, a apatia, a depressão, os suicídios, as neuroses, os ataques de pânico, a obesidade, a tensão muscular, a insegurança, a hipocondria, o estresse, o sedentarismo, são culpa dos arquitetos e incorporadores. Estes males, exceto o suicídio, todos me acometem"


Contextualizando o filme com o texto "Amor Líquido", podemos perceber a discrepância da ideia defendida por Zygmunt Bauman. Segundo o autor, qualquer tipo de relação só pode ser definida verdadeiramente a partir do contato físico e que todas as outras medidas de aproximação, ou seja, as facilidades trazidas pelo mundo moderno, acarretam uma individualidade implícita, origem de todos os problemas nesse aspecto.

Cibele Juliana Lima Farias.




Relacionamento: Virtual x Real, Sentir x Proteção, Presença x Ausência.

Neste texto pretendo fazer uma relação entre o filme “Medianeiras” e um texto de Zygmunt Bauman, do livro “Amor Líquido”.

ATENÇÃO: o texto contem espoiler.

O filme mostra uma cidade superlotada, uma metrópole, Buenos Aires, de tudo(prédios, anúncios, aparelhos eletrônicos, fios...), e por todos que lá vivem.
A história retrata o relacionamento nos tempos da realidade virtual.
Martin, um webdesigner, fumente, fóbico social em tratamento, começa a exercitar o Flanerismo[Flanerie(ver Momento de Cultura: “http://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/search?q=O+Olhar+Fl%C3%A2neur”, por recomendação psiquiátrica.
A namorada de Martin deixou uma cadela com ele, ao terminar o namoro. Isso o forçou a sair mais de casa, para deixar o animal mais feliz, pois este sofria do mesmo mal que ele, sociofobia.
Essa doença psíquica, a fobia, seja ela qual for, é mostrada no filme como algo comum em grandes metrópoles. Também é mostrado como ele é “cultivada” pelas pessoas. Zygmunt Bauman, diz: “Dentro da rede, você pode sempre correr em busca de abrigo quando a multidão a sua volta ficar delirante demais para o seu gosto.”
No filme a cena que melhor retrata esse caso, é um monologo de Martin, falando sobre como ele tem sociabilizado-se nos últimos anos, ou seja, via internet.
Martin conhece duas mulheres antes de Mariana, que lhe passam a mesma “mensagem” de vida, “desapegue-se de alguém”. Pois Martin procura alguém para acabar com sua solidão, usando as redes sociais, e mesmo usando essas ferramentas ele não consegue achar ninguém.
Sobre esse “desapegar-se”, Zygmunt Bauman fala a respeito desse “não se envolver”, usando as redes sociais.
Zygmunt Bauman, também fala sobre a utilização do celular para que você possa “estar” presente, mesmo estando “ausente”. E isso é retratado de forma clara no filme, quando Martin encontra a primeira mulher, que recebe mensagens de uma outra, e dá o “fora” nessa virtualmente.
Zygmunt Bauman discorre também sobre a temática do “sentir”, versos, a “proteção”. Ele fala sobre a facilidade que as pessoas tem de evitar as outras e apaga-las devido as novas tecnologias, a cena que melhor retrata esse momento é a cena em que Mariana apaga as fotos do seu ex-namorado, após 4 anos de namoro.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Medianeras



Em uma cidade cosmopolita e altamente urbanizada como Buenos Aires, dois jovens vivem de forma semelhante e fisicamente próximos, mas suas formas de lidar com o espaço em que vivem os impedem de se encontrarem. Ambos parecem buscar algo a mais para preencher a monotonia de suas rotinas. Seja em encontros efêmeros com pessoas aleatórias ou passando dos limites da moral com objetos inanimados, mas uma coisa que os une, mesmo estando separados, é o uso das novas tecnologias como forma de remediar esse vazio.

A internet é mostrada no filme Medianeras, de Gustavo Taretto, como um último canal de interação humana, onde todos os outros se tornaram inválidos. O contato físico e pessoal se tornou raro. Todas essas características se assemelham ao discurso de Zygmunt Bauman.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman diz que as relações de hoje em dia são "líquidas", em que acontecem com facilidade, mas se desgastam e se acabam da mesma forma. Tudo transcorre com muita fluidez, sem que se esbarre em obstáculos. Relações tão efêmeras tendem a serem terminadas na mesma velocidade em que começaram.

No filme Medianeras, essa ruptura de paradigma só ocorre quando os personagens enfrentam a realidade física, ultrapassando essa barreira e concretizando a relação no mundo real.


Medianeiras X Amor líquido




O filme argentino Medianeras, de Gustavo Tarett, retrata os encontros e desencontros de dois jovens que vivem em Buenos Aires, uma cidade urbanizada e cosmopolita. Eles possuem dificuldade em relacionamentos, um fenômeno que é bastante comum em uma sociedade moderna, o qual o sociólogo polonês Zygmunt Bauman define como "Amor Líquido".

Wally é viciado no mundo cibernético, e por muitas vezes, procura relacionamentos virtuais, enquanto Mariana tem dificuldade de qualquer tipo de relacionamento. Eles vivem no meio de uma multidão, porém, completamente solitários. Tal fato ocorre devido ao avanço das novas tecnologias. Com o surgimento da Era Cibernética, o mundo ficou mais rápido. Consequentemente, as relações interpessoais. Eles são vizinhos, se cruzam inúmeras vezes em lugares diferentes, mas nunca se encontram.


Mariana passa pela experiência de ter um relacionamento longo de quatro anos, e um dia se deparar com um completo estranho, a ponto de sentir medo. Wally chega a conclusão de parceiro em internet é que nem BigMac, sempre mais bonitos e suculentos nas propagandas. O que mostra que o mundo virtual é distorcido da realidade.

Segundo Bauman, os indivíduos atualmente buscam relacionamentos efêmeros, pouco duradoros, em grande quantidade e baixa qualidade. Antes mesmo de buscar um contato físico, procuram um contato virtual, deixando de lado o mundo real. 




Medianeiras

O filme logo no início, já traz a tona toda a melancolia que, mesmo sendo uma capital grande, com edifícios enormes, projetos super desenvolvidos e estruturas bonitas o abatimento de Martyn, o primeiro protagonista que vive enclausurado em seu apartamento, depressivo e inconformado da maneira em que Buenos Aires foi construída e formada. Martyn que trabalha em casa, sai pouquíssimas vezes de seu aconchego, pois está em fase de recuperação. Ele vive conectado, não consegue ficar sem a internet e os benefícios que ela o proporciona, nem na parte em que ele sai e é uma forma de libertação porém, dentro da sua pequena mochila o se "kit de sobrevivência" e claro, computador e Ipod não podem faltar.
Mariana a segunda protagonista e última não tem a vida tão diferente de Martyn, uma jovem arquiteta e tão melancólica e dependente do mundo virtual quanto Martyn. Eles são tão presos a tecnologia que, nem se dão conta que são "vizinhos" e acabam se conhecendo pelo o meio mais amigável dos dois: a internet.

É incrível como a história do filme retrata o nosso hoje em dia. As pessoas estão cada vez mais conectadas à internet e fazem quase tudo por ela. Pagamentos? Pra que esperar horas em filas de banco? A internet está lá pra isso. Encontrar a pessoa amanda então, nem se fala! São milhares de redes sociais e sites que te proporciona a achar o "amor da sua vida", para mim isso é triste. É triste saber que enquanto vivemos a nossa vida está passando e, gastamos muito o nosso tempo em trabalhos e não temos tempo nem de olhar ao nosso redor e focar no valor da vida. A vida está sugando cada vez mais o ser humano e, não temos realmente mais tempo, estamos nos socializando pelo meio da internet.

Bauman em seu tento "Amor Líquido" retrata muito esse fato de que é quase impossível você passar por pessoas e, elas não estejam falando ou digitando no celular, não importa se é um passeio a dois, ou em um jantar de família, haverá sempre alguém conectado. Acaba afastando as pessoas naquele momento e aproximando as pessoas conectadas.

Mas é assim mesmo, como retrata no filme, há casos e muitos deles como vimos. Pessoas apaixonadas e conectadas pelo computador sem saber que moram do lado.

Apostar todas as suas fichas em um número só é a máxima insensatez?

"Medianeiras" retrata uma história muito comum em qualquer cidade grande e que presenciamos de perto, se não em nós mesmos, em pessoas muito próximas.  O filme mostra a história de dois jovens com problemas de relacionamentos, que moram tão perto um do outro e que nunca se 'notaram' de fato mesmo com vários encontros em seus cotidianos.
Martin é um jovem viciado em internet e que, até começar a criar um cachoro deixado por sua ex, não via razão para sair de casa, já que era possível resolver todos os seus problemas pela internet. O com o motivo de levar seu cão para passear, agora ele tinha uma razão para ver o que acontecia lá fora.
Mariana é uma jovem arquiteta e que depois de um relacionamento superficial de 4 anos, não tinha tido contato físico com outras pessoas. Seu companheiros eram os usuários do mesmo site de relacionamentos que ela participava e com os manequins da vitrine de uma loja na qual era era responsável de decorar.

"A proximidade virtual a pressão que a contiguidade não virtual tem por hábito exercer. Ela também estabelece o padrão para todas as outras proximidades. Toda proximidade está agora no limite de medir seus méritos e falhas pelo modelo da proximidade virtual."
Essa é uma citação feita por Zygmunt Bauman e que pode ser encaixada muito bem no contexto do filme relatado.
 Bauman fala que no mundo de hoje, a realidade é a da variedade virtual. As pessoas não prezam mais pelo contato físico e que preferem o virtual pela facilidade e a flexibilidade que existe ao evitar um relacionamento direto com alguém. É muito mais fácil conviver com alguém que você não precise olhar nos olhos quando fala, pois assim você não sabe verdadeiramente o que se passa em sua cabeça assim como é mais simples esconder o que você realmente pensa ou simplesmente deletar essa pessoa da sua lista de amigos e nunca mais estabelecer um novo contato.
 Bauman também fala que quanto mais forte os laços estabelecidos também é mais fácil de se decepcionar.

Todas essas afirmações podem ser notadas muito claramente na vida do jovem casal mostrado no filme. Porém, mesmo concordando com o que Bauman fala sobre a conturbada forma de relacionamentos nos dias de hoje, não podemos desconsiderar  a superação que é o final do filme, quando finalmente Mariana consegue enxergar Martin, que era quem ela sempre procurava.
Bauman pode estar certo, mas em meio a essa certeza toda temos que considerar que toda regra existe uma exceção e que mesmos aqueles mais abalados e complicados emocionalmente conseguem de uma forma ou de outra encontrar seu "wally". Cabe a nós contornar esse meio virtual e aproveitar o que há por fora de nossas casas.

Laços humanos


Na sociedade em que vivemos cada vez está mais difícil de se comunicar pessoalmente com as pessoas, tudo é resolvido pela internet ou telefone, as pessoas fazem negócios , tem relacionamentos sem ao menos se ver. A  comunicação muda a cada vez que a tecnologia se diferencia, a comunicação entre as pessoas modica fica junto, antigamente você encontrava as pessoas sem precisar ligar para saber aonde ela estão, hoje em dia é quase impossível você encontrar alguem sem ligar. 

Você está sempre conectadado segundo Bauman, mesmo você estando em constante movimento e os remetentes ou destinatários invisíveis das mensagens recebidas e enviadas também estejam em movimento, cada qual seguindo suas próprias trajetórias. Sendo assim, você acaba não percebendo quem está a sua volta. Mas eu acredito como Mariana do filme Medianeiras que ainda tem como encontrar o Wally, perdido pela cidade.




Pessoas que vivem em constante solidão, que tem vergonha ou não gostam de se comunicar pessoalmente, elas criam um laço de comunicação através da internet e redes sociais, que foi o caso da Mariana, ela se sentiu muito mais confortável em conversar com uma pessoa através de uma rede social, do que pessoalmente que no caso ela fugiu de um jantar.

Segundo Bauman, os laços humanos são uma benção e uma maldição ao mesmo tempo. Benção por ter confiança numa pessoa e se sentir capaz de fazer algo por ela, o que não existe na “amizade Facebook”. 
Bauman lamenta que muitos jovens não sabem a riqueza que perderam, porque não viveram esse tipo de amizade. A maldição vem porque, quando se cria um laço, faz-se uma espécie de juramento de estar sempre ao lado do outro. “Você empenha seu futuro”, diz. Hoje, porém, “vivemos como pessoas solitárias numa multidão de solitários”.

Internet e Telefonia Celular. Tem o papel de Unificar ou afastar as pessoas?


Internet e Telefonia celular
Tem o papel de Unificar ou Afastar as pessoas?
É exatamente esta a provocação que o filme “Medianeiras” e o texto “Amor líquido” do Bauman nos faz. Como estão sendo iniciados, construídos e mantidos os relacionamentos na era das “Relações Virtuais”. Martin e Mariana contam de uma maneira muito engraçada suas próprias experiências, sejam estas sociais, afetivas ou profissionais e que facilmente podemos identificar como parte da nossa realidade. Para os otimistas,ou seja, para os que acreditam que esta novíssima ferramenta surgiu para nos ajudar a resolver os problemas simples do cotidiano sem precisar sair de casa, com a facilidade e comodidade que somente a internet pode proporcionar. Vale lembrar uma cena do segundo bloco do filme (Um Inverno Longo), em que Martin fa uma reflexão de como a internet justamente por essa comodidade que lhe é característica o aproximou do mundo e o distanciou da vida. Martin conta: “Faço coisas de banco e leio revistas pela internet... baixo música pela internet, ouço rádio pela internet... Compro comida pela internet, alugo ou vejo filmes pela internet... Converso pela internet, estudo pela internet... jogo pela internet, faço sexo pala internet...

A discussão que Martin gera é que se essa facilidade trazida pela rede não acaba por desencadear grandes dificuldades no convívio social dos indivíduos, pois estes não precisam mais conviver em sociedade para o desempenho de atividades comuns, já que tudo pode ser feito sozinho e isoladamente, apenas com a ajuda de um computador. Mas ser humano não significa necessariamente ser um ser social? O que leva a crer que o nosso processo de humanização se dá não só através da linguagem, mas também através do processo de socialização. Será que pelo fato de passar tanto tempo dentro de seu apartamento na frente de um computador criando sites e não interagir com o meio social fez com que Martin desenvolvesse dentre outras doenças a fobia de pessoas?


Aos 51 minutos e 30 segundos do filme, Martin conhece uma psicóloga em um site de relacionamentos, mas se decepciona ao conhecê-la pessoalmente. Martin diz que esses encontros são como combos do MacDonald’s. Nas fotos, é tudo de melhor, maior e mais apetitoso. Cada vez que vou a um encontro tenho a mesma decepção que vem diante de um Big Mac. Louise France comenta no texto: Para os atuais corações solitários, as discotecas e bares para solteiros são uma recordação distante, conclui ela. Eles não adquiriram (e não temem não ter adquirido) o suficiente em termos de ferramentas de sociabilidade que fazer amigos em tais lugares exigiria. Além disso, os namoros pela internet tem vantagens que os encontros pessoais não têm: nestes últimos, o gelo uma vez quebrado, pode permanecer quebrado ou derreter-se de uma vez por todas, mas no namoro pela internet é muito diferente. Como confidenciou um entrevistado de 28 anos da universidade de Bath: “Você sempre pode apertar a tecla para deletar. Deixar de responder a um email é a coisa mais fácil do mundo”, conclui.


E para concluir a fala de Mariana no terceiro bloco do filme (finalmente primavera) se faz necessária. Ela questiona se essa imensidão de cabos serve mesmo para unir ou para afastar as pessoas. Quando vamos ser uma cidade sem fios? Que gênios esconderam o rio com prédios, e o céu com cabos? Tantos quilômetros de cabos servem para nos unir... Ou para nos manter afastados cada um no seu lugar? A telefonia celular invadiu o mundo prometendo conexão sempre. Mensagens de texto. Uma nova linguagem adaptada para 10 teclas. Que reduz uma das línguas mais lindas... A um vocabulário primitivo,limitado e gultural. “O futuro está na fibra óptica”, dizem os visionários. Do trabalho você vai poder aumentar a temperatura da sua casa. Claro, ninguém vai esperar você com a casa quentinha. Bem vindos à era das relações virtuais.  E você o que pensa disso?
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