quinta-feira, 12 de maio de 2016

Olhar Flaneur




Oposto ao Blasé, o Olhar Flaneur é aquele que degusta cada sensação e experimenta, recusa-se a passar pelos momentos sem vivê-los. Criando um entendimento dos fenômenos urbanos e modernidade, torna o observador parte da cidade.


Flaneur é deixar-se tocar.



Texto: Tay Cavalcante

Vídeo Mapping


O Video Mapping é a projeção e manipulação de um vídeo dinâmico em alguma superfície, mesmo ela sendo irregular (seja em prédios, casas, paredes de obras ou o próprio chão), assim criando um tipo de ilusão de ótica que permite a movimentação de objetos imóveis. Esse tipo de projeção cria belas interações de luzes, destacando todas as formas da superfície. 

Esse processo é uma forma de redesenhar espaços urbanos não utilizados, ou até mesmo esquecidos pela população, tentando passar assim, para quem assiste essa arte, a ideia de que existem vários locais ricos e interessantes culturalmente.



Texto: David Klishman

O que é o Mapeamento Digital?




Mapeamento digital do Rio de Janeiro. O mapa trouxe muitas informações geográficas da cidade, como logradouros, limites administrativos e equipamentos públicos, assim como escolas e unidades de saúde, permitindo a consulta por endereço ou por referência, além de ferramenta para estimativa populacional.

Mapeamento Digital é o processo em que um conjunto de dados são formatados e unidos a uma imagem virtual. Essa ação tem como função principal a produção de mapas que são representações precisas de uma determinada área, tais como os principais eixos rodoviários e outros pontos principais. Além disso, o mapeamento digital permite calcular a distância entre um lugar e outro.


Esse serviço é encontrado em diversas aplicações computacionais, como o Google Earth; apesar disso, o principal uso desses mapas é no sistema de posicionamento global, ou a rede de satélites GPS, que são usados em sistemas padrão de navegação automotiva.


Texto: Ívina Brilhante

Smart Mob

A organização online de encontros, como o exemplificado pela imagem, marca uma das principais características do Smart Mob

O conceito de Smart Mob (mobilização inteligente, em tradução literal) pode ser definido como práticas contemporâneas de agregação social, podendo ser de cunho político ou não. Os membros em geral não precisam ter um forte engajamento e nem se conhecerem, mas se unem com o objetivo em comum de gerar grande visibilidade para a causa. Outra grande característica é a ausência de grandes líderes à frente da mobilização.

Texto: Thays Sena

O Ciberativismo na contemporaneidade

O ciberativismo ocorre quando um determinado grupo ativista de alguma causa política, socioambiental, sociotecnológica ou cultural utiliza meios cibernéticos para a disseminação dessas ideias. Este é realizado principalmente por ONGs e entidades civis. A internet é o meio mais utilizado atualmente, e as redes sociais tem grande papel nesse tipo de ativismo. 

Inicialmente, o e-mail era a maior ferramenta de ciberativismo, mas nos tempos atuais, apesar de ainda ser utilizado, as causas ganham muito mais notoriedade quando expostas em redes sociais. Existem também organizações não governamentais, como o Avazz, que é responsável por petições online, financiamento de campanhas e anúncios, emails e telefonemas para governos, organização de protestos e eventos nas ruas, etc. A presença desta ONG no meio online é muito intensa, pois os internautas podem elaborar suas próprias petições no site e compartilhar o endereço desta para que existam mais assinaturas. A grande facilidade é que, após um simples cadastro, o internauta esta apto a assinar as petições apenas preenchendo os campos de nome, sobrenome e e-mail, sem nenhum esforço a mais.

Com a disseminação online, aparece a possibilidade de agregar cada vez mais indivíduos a uma causa, pois a internet nós dá a possibilidade de comunicação mútua com uma grande quantidade de pessoas, principalmente com o advento de redes sociais e tecnologias portáteis para o acesso destas, que trazem um maior número de compartilhamentos, visualizações e, consequentemente, apoio. O conhecimento global sobre os acontecimentos em casos como os da Primavera Árabe e Estado Islâmico só são possíveis devido a este ciberativismo. O mais comum para o futuro é que cada vez mais existam grupos lutando por causa no meio online, já que este atualmente serve como uma extensão para disseminar nossas ideias e princípios.

Texto: Luiza Maropo

Mídias Locativas Digitais


Imagem: Lezalez.com

Define-se como Mídias Locativas Digitas um conjunto de dispositivos tecnológicos e processos info-comunicacionais, cujo as informações estão ligadas a alguma localidade específica, ou seja, quando ocorre o processo de emissão e recepção de informações a partir de um determinado local. Existem as Mídias Locativas Analógicas, que trabalham com a transmissão de informações de maneira estática (não sensitiva), não podendo compartilhar esse conteúdo para fora do local que está veiculada (placas de restaurantes, outdoors, etc). As informações locais das Mídias Locativas são processadas através de artefatos tecnológicos sem fio: telefones celulares, palms e laptops em redes Wi-Fi ou Wi-Max, Bluetooth, etc.


Texto: Melissa Marinho

Leia mais: http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/midia_locativa.pdf 

Jogos Pervasivos

(Fonte: newronio.espm.br)

A evolução dos jogos digitais cada vez mais se empenha em tornar a experiência virtual em algo real. Os jogos pervasivos possuem a característica de trazer elementos dos games para a realidade como forma de extensão. O jogador, através de dispositivos móveis, pode ser notificado em tempo real sobre acontecimentos de determinado jogo, permitindo que o usuário esteja sempre conectado e mesclando a sua vida com as funções oferecidas.

É interessante observar que, por muito tempo, a preocupação dos desenvolvedores de games era tornar a experiência cada vez mais palpável através do progressivo aprimoramento da qualidade gráfica ou sonora dos jogos. Mas a macro conectividade que possuímos hoje nos permite ampliar o "até onde o jogador irá fazer parte do jogo", para que a vivência não se limite apenas aos consoles, mas faça parte da rotina do indivíduo.

Texto: Thiago Belo

Olhar Flaneur



Flaneur é uma palavra de origem francesa, criada por Baudelaire, que diz: uma pessoa que caminha pela cidade a fim de experimentá-la”.  

A anestesia com que o flâneur passeia, não provem somente dos olhos, mas do apropriar, do viver e do experimentar. Flaneur é observar, é degustar, é saborear, é deixar ser tocado por aquilo que também te olha, que não tem vida, mas que vive. Vai além do ver, do notar. É um mergulho na alma cidade.  

Texto: Thais Mesquita

Jogos Pervasivos

(Fonte da imagem: http://elastica.abril.com.br/wp-content/uploads/2015/07/escape60-937x700.jpg)

O termo Jogos Pervasivos tem uma série de definições que se assemelham. Os três princípios básicos que alinham os estudos já realizados por alguns autores sobre esse conceito são: com esses jogos, o mundo é transformado em uma versão ampliada do espaço de jogos de tabuleiro; eles têm a capacidade de confundir os limites entre elementos que fazem parte da ficção do jogo e do mundo real; os jogos desse tipo criam uma fusão entre o real e o virtual.

O primeiro exemplo de Jogos Pervasivos foi apresentado em 2001 por Schneider e Kortuem: o jogo Pervasive Clue, que utiliza dispositivos de comunicação digital sem fio (PDAs) e frequências de rádio (RFID). Ele foi criado baseado em um jogo de tabuleiro chamado Clue, no Brasil conhecido como Detetive. O objetivo dos jogadores é descobrir o assassino, o local e a arma de uma personagem através de pistas localizadas a partir dos dispositivos móveis. Um exemplo atual é o jogo Escape 60', que é uma experiência indoor entre amigos.

Texto: Lara Morais

Leia mais: http://www.contemporanea.uerj.br/pdf/ed_19/contemporanea_n19_08_mont_alverne.pdf

Jornalismo Colaborativo ou Jornalismo 2.0: Conhecimento de domínio público


O Jornalismo Colaborativo, com sua explosão de produção, curtidas e compartilhamentos, surgiu lá fora, na década de 1990, chegando ao Brasil nos anos 2000, devido a propagação dos aparelhos digitais e da internet. De autoria colaborativa, alguns portais, como o "VC no G1", já adotaram a prática de plataformas digitais que aproximam o leitor do processo de produção jornalística.

Esse novo método, também conhecido como jornalismo cidadão ou participativo, tem interação direta com o leitor, trazendo um pensamento de "desapego" no qual o compartilhamento torna-se mais saudável do que o domínio. Hoje, o jornalismo tradicional se transformou, e visa inspirar em vez de ditar regras, tendo em vista que a produção de material requer busca de dados, evidências e complementos, diferente da produção de conteúdo que tem utilidade pública para uma sociedade.


Texto: Julia Giffoni





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