não-lugares
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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Espaços de Passagem

 http://content-portal.istoedinheiro.com.br/istoeimagens/imagens/mi_10122478131225027.jpg

  Fonte da imagem: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20110318/vende-se-tudo- ate-gasolina/55880


Os espaços de passagem, principal característica dos "não-lugares", são espaços de trânsito que fazem o indivíduo se sentir por um instante livre dos pesos das relações, sendo esses de circulação, de movimento e de comunicações rápidas. Esses não-lugares se complementam ou tendem a se parecer, não permitindo o indivíduo ficar parado. As funções e os usos variam de acordo com os momentos: Os aeroportos se parecem com os supermercados; escutamos notícias enchendo o tanque do carro, nos postos de gasolina, que também, estão cada vez mais parecidos com super mercados; o cartão de crédito proporciona pontos, que podemos converter em passagem de avião, por exemplo.

Texto: Camila Tainá

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Não lugar! É meio estranho no início receber um tema que parece ser tão abrangente e até mesmo meio sem lógica no começo. Mas enfim, tenho que tentar desvendar o que há por trás desse tema e lá vou eu...

"Augé (2005) define-os como sendo espaços de anonimato no quotidiano, espaços descaracterizados e impessoais, espaços a que não lhes são atribuídas quaisquer tipo de características pessoais."


Fonte: http://nao-lugares.livre-forum.com/t5-o-que-sao-nao-lugares




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Encontrando um não-lugar em “O Terminal”


- Aonde você mora?
- Aqui, no aeroporto.
- Engraçado, passo tantas vezes por aqui que tenho essa mesma sensação.

O diálogo transcrito acima do filme “O Terminal” é a base de todo o debate sobre o conceito de não-lugar. A conversa entre Viktor Navorski (Tom Hanks) e Amélia Warren (Catherine Zeta-Jones ) expressa a realidade vivida por Viktor, preso no aeroporto impossibilitado de sair do aeroporto pois não tem o visto para entrar no Estados Unidos e Amélia uma aeromoça que viaja por vários países a trabalho.

O conceito de não-lugar mostrado no filme nos remete a imaginarmos outros não-lugares do nosso dia-a-dia. Aeroportos, lojas, terminais de ônibus e até mesmo nossa casa, podem ser um não-lugar quando analisada a rotina do indivíduo.

Em uma sociedade onde as pessoas tem o tempo diário totalmente preenchido é mais do que normal, simplesmente “passar” por lugares. Esses ambientes visitados acabam passando de forma despercebida.

A normalidade de simplesmente passar sem notar ou ser notado em determinados lugares tem gerado cada vez mais um afastamento das pessoas com os lugares que elas convivem. Não perceber paisagens ao redor ou pouco notar as pessoas que trabalham nesses lugares são exemplos disso.

E a relação com as outras pessoas? E o interesse de se conhecer um pouco mais sobre o locais não-lugares? Isso tem se tornado pouco importante, porque não podemos parar nossos afazeres diários para buscar um conhecimento além do que nos é repassado.

Com essa ideia e com uma visão de sociedade cada vez mais limitada, os indivíduos vão mergulhando em um individualismo sem precedente e sem interesse algum de tentar melhorar o que está ao nosso redor.


João Bandeira Neto
Seg /Qua - AB

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Parado em seu novo Lugar

A mente está sempre no local de partida ou chegada, quase nunca no seu trajeto. Com as passagens em mãos, o voo marcado e vidas resumidas em malas limitadas, os passos são rápidos e determinados a chegar logo em seu objetivo. No longa-metragem O Terminal (The terminal, 2004), o espaço destinado somente à passagem, tira a nomenclatura negativa da sua característica de não-lugar.

Tom Hanks, sob a direção de Steven Spielberg, encarna o personagem Viktor Navorski, cidadão de lugar nenhum. Enquanto o seu avião sobrevoava ao país norte-americano, a sua pátria sofre um golpe político e o seu passaporte passa a ser inválido. Vendo-se impedido de entrar na América, torna o aeroporto Kennedy, em Nova Iorque, o seu local de refúgio e, literalmente, de passatempo. Mais do que isso, ele incorporou a essência flâneur e mal sabia.

Ele não mais via os salões como os mesmos. O que poderia passar despercebido pelos olhos distraídos dos passageiros, foi usado, por ele, como artifício para sobreviver em um ambiente criado para ser apenas de fluxo. As cadeiras tornaram-se cama, as torneiras do banheiro, chuveiro e os carrinhos, um meio de conseguir dinheiro para se alimentar.

Além disso, tanto os estranhos que também faziam daquele não-lugar em um lugar, como os outros transeuntes perdidos na multidão, foram captados pela percepção de Viktor. Ele começou a observar suas rotinas e refletir sobre elas. Como um flâneur contemporâneo, trocou as calçadas e as praças públicas de grande circulação por um espaço de concreto, de intensa circulação de diferentes pessoas.

Esse ser vagabundo, em sua origem, aceita a modernidade na qual nasceu e vive. Dessa mesma forma, o homem original de Krakozhia, quando se viu sem país e preso ao aeroporto, tornou o novo espaço em sua casa, em sua modernidade, e aceita-a. Começa a ver a beleza escondida nos destalhes que ninguém consegue ver, por estarem presos naqueles passos rápidos de chegada ou partida.

sábado, 6 de agosto de 2011

Os Não-Lugares

Boa tarde !!!!

Durante mais uma pesquisa na web sobre não-lugares, achei um vídeo de uma estudante de comunicação sobre não-lugares.

Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=FUosZSlkmBM&feature=related

Um ótimo fds para todos!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não-Lugar .. o que é isso?




Durante uma rápida pesquisa na internet, pude perceber que não-lugar é todo espaço que não tem importância no nosso dia-a-dia e na nossa vida. Esses espaços são impessoais justamente porque não colocamos nenhuma característica pessoal neles. São espaços sem significado, sem história. Exemplo: os aeroportos, são lugares com grande fluxo de pessoas,mas não possuem significado pessoal nenhum para nós.


Para Marc Augé, antropólogo francês, o mundo da globalização econômica e tecnológica é um mundo da passagem e da circulação. Os aeroportos, as cadeias de hotéis, as auto-estradas, os supermercados são não-lugares na medida em que a sua vocação primeira não é territorial, não é criar identidades singulares, relações simbólicas e patrimônios comuns, mas sobretudo facilitar a circulação. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cotidiano do não-lugar

Em meio a sociedade em que vivemos, somos submetidos o tempo todo a velocidade, uma velocidade maior ainda de fluxos de informações. Todos os dias e o dia inteiro corremos de um lado para o outro. Nossas vistas correm pelos livros, pelas ruas, pelas pessoas e pelo tempo em busca de informações, de estar mais presente, de cumprir horários e compromissos. Somos bombardeados ao longo de um dia inteiro através do tempo pela velocidade da vida.

Velocidade essa que está nos deixando cada vez mais sem o “lugar comun”, sem nos “fixarmos” ou pararmos para um descansinho de 5 minutos. Vivemos a era da mobilidade, e até parece que o ditado popular “tempo é dinheiro” faz mais sentido do que nunca.

Devido a velocidade da vida e do fluxo de informações, vivemos e estamos cada vez mais nos espaços públicos, o que nos coloca sempre em uma situação de passagem. Segundo Mar Augé, passamos a ocupar os “não-lugares”, onde o lugar deixa de ser ponto fixo e passa a ser qualquer lugar.

© SITe
Maira Gall