quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Não - Lugares.


Pessoas se locomovem a todo instante. De carro, à pé, de transporte coletivo ou pelos ares. Algumas dessas pessoas vão para nunca mais voltar.
Pra onde eles vão, ninguém sabe dizer ao certo além deles mesmos, e quem sabe nem eles. Mas, para chegar a um lugar, os não - lugares podem ser uma parada.
Não lugar é onde alguém vai pra não ficar. Aeroportos, estradas, terminais de ônibus... Esses lugares tem vida efêmera, são lugares de passagem, lugares de transição. Algumas pessoas ficam 5 minutos, outras, uma hora, e talvez até dias. Mas o vinculo a esses lugares não se forma. As relações sociais não se formam. Não se criam laços, não se cativa ninguém... Mas, quem sabe, em algum dia, uma raposa irá aparecer...

Internet




A Internet pode ser definida como um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo Internet Protocol - Protocolo de Interconexão (IP) que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. Já, segundo o dicionário ela é uma Rede informática largamente utilizada para interligar computadores através de modem, à qual pode aceder qualquer tipo de utilizador, e que possibilita o acesso a toda a espécie de informação.Mas, na verdade, ela é muito mais do que isso. Pois, hoje, a Internet conecta as pessoas e também gera tendências em todo o mundo.
Para o sociólogo espanhol, Manuel Castells, a Internet é, hoje, o tecido de nossas vidas, pois é uma tecnologia da comunicação. "A Internet é a expressão de nos mesmos através de um código de comunicação especifico, que devemos compreender se quisermos mudar nossa realidade", completou o sociólogo.

Hoje importantes transações são realizadas por e-mails, casais discutem a relação pelo MSN, pessoas assistem filmes, através da Internet, mesmo que ainda não tenha sido lançado no cinema e pessoas descobrem novos caminho graças ao mundo on-line. Ou seja, importantes partes de nossas vidas estão relacionadas a Internet.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Guerra de Travesseiro 2010

No último dia 03/04, às 17h foi realizada de forma simultânea em diversas cidades do planeta a flashmob Pillow Fight, a famosa Guerra de Travesseiros. Para quem não conhece, o Pillow Fight é um flashmob que as pessoas se juntam para brigarem de travesseiros. A flashmob aconteceu sábado em cidades como Pequim, Barcelona, Londres, Bruxelas, Nova Iorque, Amsterdã, etc. No Brasil, a Pillow Fight aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro, Rondonópolis, Manaus, Belo Horizonte, São Carlos, Poços de Caldas, Teresina, dentre outros municípios do interior e capitais de diferentes estados.

A proposta de produção social do espaço, tese de Lefevbre (1991), considera que as nossas relações sociais são espaciais e o espaço pode existir a partir delas. Ao mesmo tempo cada espaço passa a ter sua identidade e se relaciona à produção dos sentidos do momento, da cultura e mobilização estimulada em determinados períodos.


As ações são organizadas por um grupo de uma comunidade virtual e tudo é concentrado no site oficial, www.pillowfightday.com. Lá, se pode encontrar os locais combinados, fotos, tempo de cada ação, o site responsável.


As ações Flash Mobs são provas que o espaço ainda continua sendo ponto de encontro físico, principalmente quando se fala de pessoas batendo travesseiros umas nas outras. Assim, acredita-se que mesmo que sejam por poucos minutos, os registros daquele espaço e tempo são reverberado por toda internet, fazendo com que o espaço se prolongue e interaja com o virtual de forma única.

Interessante lembrar também que são esses mesmos jovens que passam mais da metade do seus dias em casa, "enclausuradas" na internet. Enquanto muitos(geração X) não entendem a nova linguagem e interesses dessa nova sociabilização e tratam esses jovens como um exemplo da "crise de relacionamentos", eles mesmos vão inventando ações e conexões sociais consideradas relevantes, divertidas e inovadoras.

Digital Filme: Tron Legacy


O filme Tron Legacy (Tron 2) e a continuação do filme de ficção científica da Disney de 1982, a história gira em torno de Sam Flynn (Garrett Hedlund) filho de Kevin Flynn (Jeff Brigdes) que era um criador de video-games e no primeiro filme foi telestransportado para um jogo de computador, 25 anos depois o filho vai pesquisar sobre o desaparecimento de seu pai e acaba sendo sugado para o mesmo mundo de programas ferozes e jogos Gladiatoriais de seu pai.

Algumas curiosidade interessantes e que Jeff Bridges interpretou kevin Flynn no primeiro filme , e o filme em 1982 foi um fracasso para Disney e só arrecadou 33 milhões de dólares, mas com um tempo começou a ganhar ar de filme Cult e todos aguardavam uma continuação. Joseph Kosinski aceitou fazer a direção de Tron Legacy.

O filme estreará no dia 17 de Dezembro de 2010, esta ai uma bela opção de um filme novo que trate um pouco sobre mundo digital.

Cibercidade


Cibercidade como o próprio nome já diz é a junção do espaço cibernético, ou seja, tecnologia virtual, com a sociedade. Existem cidades virtuais onde as pessoas podem se encontrar e realizar os mesmo tipos de atividades que fazem fora desse mundo virtual. Como também existem muitas atividades que as pessoas mesmo se relacionando fora da “matrix” utilizam essa tecnologia para se comunicar, se divertir, etc. Muito do que se era necessário antes é possível se fazer por esse mundo virtual, ao invés de ir a um banco ou outro lugar para pagar suas contas é possível fazer tudo através de um computador. Até pedir comida ou mesmo fazer comprar é possível, ainda tendo a opção de interagir com outra pessoa online ou apenas com maquinas e programas com I.A. ( inteligência artificial).
Essa cidade virtual funciona quase exatamente como uma cidade de verdade, mesmo as pessoas começam a perceber caminhos e ligações entre os links e as páginas, que funcionam como estradas, e até acontece de verem várias vezes certos engarrafamentos na rede, o que causa uma certa demora no recebimento de dados. Tudo isso só tende a reforçar a similaridade do ciberespaço com um espaço real organizado e, de certa maneira, povoado.
De certa forma existem muitos fatores que reforçam essa sociedade virtual, como é o caso de vários lugares que possuem redes wi-fi, shoppings, cafés, etc. Até algumas cidades já possuem grandes redes com uma grande cobertura senao em toda a cidade.
Realmente está ficando cada vez mais fácil de ser "preguiçoso", e as pessoas podem ficar mal acostumadas com essa nova tendência, mas por enquanto ainda não tem uma tecnologia tao fiel a realidade que faça você sentir a brisa do mar, ou o cheiro do campo, etc. Mesmo com todos esses avanços as pessoas ainda saem de casa, mesmo que para usar a propria tecnologia, porém não deixam de se socializarem.
Essas cibercidades são lugares onde o espaço virtual e o real se juntam. Não se trata de uma troca de realidades, mas de uma reconfiguração profunda. Esse novo grande fluxo de inf0rmações e tecnologias agregam novas comunidades e novas formas de socialização entre as pessoas, não substituindo, mas sim complementando as suas antigas formas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aceleramos o tempo para alcançá-lo

Em um época que o tempo parece não ser o mesmo, acelerar e optimizar nossas ações e pensamentos se tornam a lei número um para alcançar esse tempo inalcançável. O homem passa a procurar soluções para problemas que ainda não se tornaram real, antes mesmo de pensar em maneiras para previní-los. Uma verdadeira burrice generalizada. E o pior, quanto mais aceleramos o nosso tempo para alcançar o tempo do mundo, o tempo do mundo se torna mais veloz, pois nós mesmos o aceleramos. E assim a humanidade gira o relógio do tempo como uma criança brinca de girar ponteiros, como se o mundo tivesse dois relógios e o segundo fosse controlado por Deus ou sei quem lá. Onde iremos parar?

Trabalho com Marketing e Comunicação Digital. Confesso, que bate a adrenalina, tal qual aquela quando você sobe 50 andares sem perceber e toma um susto ao olhar para baixo. Assim é a sensação de quando penso que há 15 anos não existia nem uma suposição do que seria muitos dos serviços para muitas ferramentas que trabalho hoje. O "olhar pra baixo" é o olhar pra frente e imaginar como será daqui a 10 anos. Já imaginou andar de montanha russa no escuro? Pronto, isso mesmo. É um dos meios que se pesquisa e estuda o que será de novo amanhã. Pois estudar o novo de hoje é perca de tempo e o novo de ontem não é mas novo.

Interessante o que o Arnaldo Jabor diz em seu artigo titulado A burrice na velocidade da luz: "Claro que o mundo está mais informado, comunicando-se horizontalmente, digitalizado pelos milagres da tecnologia da informação, internet etc... Claro. Mas os efeitos colaterais são imensos. Vejam nos Twitter e Orkuts da vida a burrice viajando na velocidade da luz. Junto com a revolução da informação há a restauração alegre da imbecilidade. Lá fora, Forrest Gump, o herói babaca, foi o precursor; Bush foi seu sucessor, orgulhoso da própria burrice."

A partir dessa verdadeira calamidade temporal do virtual se tornando o novo real, tenho um convite, quase um conselho, para vos dar leitores queridos. Participe do movimento Slow Life e faça sua parte desacelerendo o tempo da sua vida. Assim, poderá ter a chance de se reconectar a si mesmo, às pessoas e ao ambiente que vive. Não é fácil e não exagere também. Faça um pouco a cada dia. Comece consigo mesmo e, aos poucos, vá plantando essa semente nas pessoas próximas a você. Principalmente, atravís de atitudes e exemplos no trânsito, no shopping, no trabalho, na academia e em casa. Viva o momento com qualidade e descubra sua velocidade. Não seja mais um bricando de girar os ponteiros do relógio, achando que está alcançando o tão famoso tempo corrido.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SOCIABILIDADE VIRTUAL E DIGITAL




Sociabilidade, termo sinônimo de sociável, refere-se aquele individuo que é aberto ao convívio social, afável. Muito ligado à Sociologia, a sociabilidade virtual refere-se a capacidade dos indivíduos de estabelecerem relações e convívios sociais no mundo virtual e digital, através da rede mundial de computadores, a internet, utilizando, para isso, de sitios especializados em relacionamentos e agrupamentos sociais, como o Orkut, MySpace, Facebook, Twitter, etc.
Muitas pessoas vêem a internet e os sites de relacionamento como um espaço em que não precisa ter medo de mostrar quem você quer ser. Tem gente que no dia-a-dia tem vergonha de dar sua opinião e as vezes até de desejar um bom dia para alguém, mas que em um bate papo na internet pode chegar a ser a mais comunicativa de todas, por que na verdade ela quer ser assim, mas algo no mundo real a faz se sentir retraída e prejudica o seu eu verdadeiro e na internet esta pessoa consegue quebrar essas barreiras e viver sem medo.
Mesmo assim essa sociabilidade virtual pode prejudica a sociabilidade pessoal, porque os usuários desta nova forma de se socializar passam a não se importar mais em ter o contato mais próximo com alguém, basta entrar na internet e se comunicar, por exemplo, algumas pessoas marcarem de conversarem por MSN no lugar de marcarem em um local em que todos possam se ver sem fazer parte deste meio virtual. Dando como exemplo algo que passei e que muito provavelmente muitos de vocês que estão lendo este post já devem ter passado, irei citar um trabalho de faculdade que estava fazendo semestre passado. Eu minha equipe, que eram 5 pessoas ,tínhamos um trabalho para fazer e ele foi todo feito por internet, por conversas virtuais, daí lembrei de como tudo mudou, pois quando eu estudava a 5° série, todos da equipe se juntavam na casa de alguém e ali nos socializávamos ; um em frente ao outro. Hoje o que está a minha frente é um computador.

domingo, 19 de setembro de 2010

Virtual

De acordo com o texto "O que e' o virtual" de Pierre Levy, o virtual e' uma dimensão formadora do real , uma potência do real. Ele não se opõe ao real , mas ao concreto e ao atual. O virtual e o atual são duas maneiras de ser diferentes.
Para a escolástica o virtal e' o que existe em potência, não em ato. Como exemplo podemos associar o virtual ao problema, e o real a solução. O atual corresponde ao virtual, e' o realizado , o destino final, uma resposta para um problema.

O virtual e' flexível tem inúmeras possibilidades. Ele não e' apenas relacionado as novas tecnologias ele existe desde que o mundo e' mundo.

Nesse contexto é importante entender os termos:
Atualização: que e' a invenção de uma solução exigida por um complexo problemático.
Virtualização: passa de uma solução dada a um outro problema. Fluidifica as definições aumenta os graus de liberdade sendo um dos principais vetores da criação da realidade.

Sugestão de Filme: Matrix e Avatar, onde mostra uma extensão do corpo humano em outo espaço, que no caso do filme Avatar e' um espaço fi'sico.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sociedade e Cibercultura

Cibercultura é um termo que anda por aí desde os anos 70, mas o que ele significa você sabe?
Na verdade, a pergunta acima é um pouco escorregadia, pois cibercultura pode ter vários significados, mas o significado que vai ser abordado neste artigo é o uso sociocultural do termo.
Criado nos anos 70, cibercultura é a relação de trocas entre a sociedade, cultura e a tecnologia. Com a popularização da informática, as pessoas, de várias origens sociais e culturais, tem se aproximado e o uso de novas tecnologias, como cartões inteligentes, smartphones, redes sociais, home banking, etc. tem mesclado nossa sociedade e nossa cultura com a tecnologia disponível de uma forma potencializadora, isto é cibercultura.
Como definir a cibercultura? Uma de suas características principais é sua flexibilidade, gerando um espaço de comunicação mais flexível que os da TV, Rádio e Jornal, com o advento da internet e sua popularização as pessoas não mais passavam a apenas receber informações dos meios tecnológicos, eles também enviavam informações. Essa novidade acabou por disseminar pela internet inúmeras ferramentas de sociabilização, como salas de chat, fóruns, e-mails, listas, blogs, páginas pessoas e, mais recentemente, redes sociais e microblogs, afora muitos outros exemplos. A cibercultura está tão enraizada em nossa sociedade que as mídias de comunicação de um meio (TV, Rádio, Jornal) estão a algum tempo invadindo o ciberespaço com páginas virtuais, blogs, flickrs e participações em redes sociais e microblogs. A cibercultura avançou de tal forma, que tudo é possível fazer dentro do espaço virtual, desde jornadas de trabalho a obras de arte. Podendo inclusive, acreditem se quiser, se viver no ciberespaço como acontece em vários meios virtuais, como Second Life, nestes meios, é possível fazer de tudo, inclusive ganhar dinheiro real com negócios criados no virtual.
Mesmo em nossas cidades já nos vemos cercados de cibercultura: sua namorada lhe pede através de uma mensagem no Facebook, que você checou através de seu smartphone, que você compre para ela um MP4 lindo que ela viu no site de uma loja. Você passa no banco, usa seu cartão que identifica automaticamente quem você é, digita sua senha, deposita um dinheirinho no seu cartão e, pelo seu celular, visita o site da loja e compra o aparelho (parcelado, claro) apenas digitando o númerozinho do cartão. Três dias depois o MP4 está nas mãos de sua gata.
Cena bem corriqueira que ilustra bem como nosso dia a dia está tomado pela cibercultura.
Até breve!
Fonte: Tecnosfera - Autor; Igor Lins

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Hipertexto

O hipertexto é como um texto dentro de um texto que está dentro de outro texto... , é uma ferramenta já usada há muito tempo, foi introduzida na internet no início dos anos 90 quando a rede estava começando a se popularizar na sociedade. A importância do hipertexto está na teia de informações que ele pode desenvolver, abordando assuntos dos mais variados dentro de um mesmo texto, mesmo que indiretamente.
A idéia original de hipertexto era aproveitar processamentos eletrônicos de dados para organizar grandes quantidades de informações que poderiam sobrecarregar um leitor. Duzentos anos atrás, a imprensa tornou possível uma inovação semelhante, a enciclopédia, prima mais velha do hipertexto, que fazia algo semelhante, porem de um modo bem mais arcáico. O bom do hipertexto é não ter o tamanho físico de alguns livros, mas sim de ter capacidade de fazer o leitor navegar em estruturas de pesquisa cada vez mais complexas. Atualmente, aumentos adicionais na capacidade humana de processamento de informação parece mais ligada ao desenvolvimento de sofisticadas ferramentas de busca automatizada, embora a tecnologia atual apresenta possibilidades que permanecem longe de ser plenamente explorado.
Hipertexto, embora ainda útil para seu objetivo original de organizar grandes quantidades de informações, torna-se uma interface gráfica simples e de uso geral que se encaixa perfeitamente no modelo cliente-servidor cada vez mais popular. Não parece difícil imaginar um dia quando as ordens de restaurantes, por exemplo, serão tomadas através de um terminal de hipertexto na mão do cliente, retransmitidas diretamente para a cozinha, para a preparação, e simultaneamente, registrados em um banco de dados para a conta no final.
O sentimento de comodidade e facilidade gerada por um hipertexto é proporcional a sua capacidade de facilitar o aprendizado. Exemplo: imagine um aluno de colégio em uma aula de biologia tendo que estudar toda estrutura de um sapo, orgãos, esqueleto, textura da pele... e nesse momento ele tivesse acesso ao hipertexto, provavelmente o aprendizado seria bem mais rápido do que simplesmente ter um enorme livro de biologia ao lado. Outro bom exemplo seria um viajante chegando em uma nova cidade, pegando seu telefone celular com acesso a internet e através de um texto apenas, ter todas as informações da cidade ultilizando o hipertexto.
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Maira Gall