quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Analógico – Para entendermos o hoje temos que resgatar o ontem.




Analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo. Um velocímetro de ponteiros, um termômetro de mercúrio, uma balança de molas, são exemplos de sinais lidos de forma direta sem passar por qualquer decodificação complexa, pois as variáveis são observadas diretamente. Para entender o termo analógico, é interessante buscarmos suas origens.

Um fato curioso

O relógio de sol foi inventando pelos Gnômons por volta de 600 a.c . Em 1344 Ricardo de Walinfard aperfeiçoou esse mecanismo e criou o relógio analógico. (1º fato de equipamento analógico registrado)
Podemos tomar como exemplo o relógio como um típico dispositivo analógico onde os ponteiros movem-se continuamente em torno do seu eixo. Trata-se de um equipamento com mecanismos, que através de uma válvula de metal, encosta em certas engrenagens que misturadas ao óleo produzem um efeito de movimento e um ruído “tic tac".
Em meados do século XX surge a chamada estrutura digital...(em Jonatan?) onde esses sinais são lentamente substituído.

Desterritorialização




Não tenho patrocínio da TIM, mas não deixo de concordar o mundo está mesmo mudado, as fronteiras estão se abrindo mesmo. Com a globalização, o mundo está cada vez menor, as notícias são em tempo real. A desterritorialização surge neste âmbito, onde os lugares estão em constante trânsito e o sentimento de “não pertenço a este lugar” aparece com mais freqüência. No entanto, você nunca se identificou e conheceu tantos lugares/pessoas quanto agora, mesmo que não tenha saído de casa.

“... à medida em que os horizontes temporais se encurtam até ao ponto em que o presente e tudo que existe, temos que aprender a lidar com um sentimento avassalador de compressão de nossos mundos espaciais e temporais.” (David Harvey, 1989, p. 240).

A desterritorialização é o impacto da globalização sobre nossa compreensão de tempo e espaço, que muda nosso olhar a respeito do agora.


Concretizar o Digital!

Significado - digital (di-gi-tal)
“Diz-se dos sistemas, dispositivos ou processos que empregam tal modo de representação discreta (por opos. o analógico).”

Esse conceito, idéia de Digital, já esta mais do que batido em nossas mentes. Porém, o que nos falta conhecer é a complexidade de seu aprofundamento. Deve estar dando um nó, né? Calma! Fique tranqüilo...
O que estou tentando informar é o seguinte, nos tempos “modernos” de hj; é impossível não associarmos o Digital com outros temas de importância única, por exemplo : Cultura Digital,cibercultura,revolução digital,era digital etc...Sendo assim, conseguiremos uma formação mais detalhada, completa, se conseguirmos aprofundar esses conceitos e interligarmos ao seu real papel em nossas vidas.

O que é Cultura Digital?
Será... uma cultura movida por ações e gostos digitais; um costume não “analógio” será Solon?
Bem... segundo a nossa Mãe Digital Wikipédia: “Não está bem consolidado o REAL conceito...” Mas, eu encontrei em um dossiê do sociólogo espanhol Manuel Castells, um dossiê publicado pela revista Telos, mantida pela Fundación Telefónica, define a cultura digital em seis tópicos:
1.Habilidade para comunicar ou mesclar qualquer produto baseado em uma linguagem comum digital;
2. Habilidade para comunicar desde o local até o global em tempo real e, vice-versa, para poder diluir o processo de interação;
3. Existência de múltiplas modalidades de comunicação;
4. Interconexão de todas as redes digitalizadas de bases de dados ou a realização do sonho do hipertexto de Nelson com o sistema de armazenamento e recuperação de dados, batizado como Xanadú, em 1965;
5. Capacidade de reconfigurar todas as configurações criando um novo sentido nas diferentes camadas dos processos de comunicação;
6. Constituição gradual da mente coletiva pelo trabalho em rede, mediante um conjunto de cérebros sem limite algum. Neste ponto, me refiro às conexões entre cérebros em rede e a mente coletiva.
Vocês notaram a dificuldade de se concretizar o Digital? Então, qual é a sua idéia de digital?
Curiosidade!
Sabia que os estrábicos não enxergam imagens em 3D?
veja a matéria completa no link:
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/sabia_que_estrabicos_nao_enxergam_imagens_em_3d

As novas sociabilidades


A sociabilidade existe desde os primórdios da humanidade, em que o ser humano percebeu a necessidade de haver uma convivência em grupo para a sobrevivência de cada indivíduo. Naturalmente, os humanos se desenvolveram e por conseguinte as formas de sociabilidade também. Através das revoluções na tecnologia de informação e comunicação, surgiu a sociabilidade virtual que ultrapassa as fronteiras do espaço e do tempo, aumentando a possibilidade de interação e criando, muitas vezes, um deslocamento do habitual meio social físico para o meio social em rede. As novas sociabilidades criam tabus desde que começaram a popularizar, enquanto alguns acreditam que a tecnologia virtual provoca um isolamento por causa do contato físico que deixou de ser essencial para a comunicação, outros acreditam que há uma maior socialização pela praticidade e possibilidades maiores de contato. Tradicionalismo à parte, é evidente que uma pessoa com o hábito de usar a rede virtual tem um acervo de informações e disponibilidade de comunicação maior do que quem está fora disso.

Analógico? Lógico que sim!


Vivemos em uma sociedade marcada pelo imediatismo. Podemos fazer compras virtualmente, receber informações em tempo real e até se relacionar com pessoas pelas diversas redes sociais da internet. Mas, será que foi sempre assim?

Antes dessa Revolução Digital, o que predominava era o Analógico. O termo Analógico é derivado de Analogia. Analogia, por sua vez, é a relação de semelhança/comparação entre coisas reais. Um exemplo é o relógio analógico que com seus ponteiros faz uma analogia à posição do sol.

Além dos relógios, das tvs, e das câmeras , o Analógico também faz parte do mundo da comunicação. A linguagem publicitária e a linguagem poética são exemplos de mensagens analógicas.

O acesso a tecnologia influencia e muda as pessoas. Transformam-se os conceitos e os paradigmas. Porém, precisamos ressaltar que independente do Digital e a sua abstração ou do Analógico e os seus objetos palpáveis, os dois adquiriram importância não só para a comunicação como para as nossas vidas.

Cibercultura



A cibercultura, apesar de ter vários significados, pode ser explicada por ser a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura. É uma transformação da noção de cultura, ou seja, ela é uma cultura contemporânia marcada pelas novas tecnologias digitais. Cultura essa que estamos vivendo agora.
O video abaixo, apesar de não ter texto, mostra como a tecnologia faz parte do nosso dia a dia e da nossa cultura e como ela alterou o modo de se viver.



Mas a cibercultura também tem seu lado ruim, nesse video a cibercultura é criticada e analisada:

ci.da.de-ci.bor.gue


cidade-ciborgue
ci.da.de-ci.bor.gue
1.Termo utilizado para caracterizar cidades contemporâneas que passam por transfigurações importantes com o advento das novas tecnologias da comunicação e informação. 2. extensão de grande formato permeada por espaços de informações digitais e suas diversas tecnologias. 3. Medida de lugar em que o espaço físico urbano é associado às infra-estruturas digitais. 4. Segundo André Lemos, é a forma atual do espaço urbano, da pólis contemporânea, na sociedade das redes telemáticas, da cibercultura e da era pós-industrial. 5. Espaço contemporâneo intimamante atrelado à tecnologia digital.

Uma Cyber-Transformação


A cidade ciborgue é a cidade da cyber cultura, preenchida e complementada por novas redes telemáticas (internet fixa, wireless. celular, satélites...) que se somam às redes de transporte, energia, saneamento, iluminação e comunicação. Um híbrido composto por redes sociais, infra-estruturas físicas, redes imaginárias, constituindo um organismo complexo, cuja dinâmica está associada à novas tecnologias da ciber cultura.

Os espaços de lugar, como ruas, monumentos e praças e passam a ser interfaceados pelo espaço de fluxo através de diversos dispositivos de conexão às informações digitais.

Na cidade ciborgue o espaço cibernético e o espaço real juntam-se ao espaço físico e ao tempo cronológico. Não se trata de uma substituição de uma cidade de aço e concreto, mas de uma reconfiguração profunda. A cidade de concreto e aço não desaparecerá, muito pelo contrário. Podemos ver um certa interrelação aguda entre os espaços eletrônicos e espaços físicos. Estamos assistindo mutações importantes no que vem a ser espaço urbano.

Cibercultura


Lévy Pierre publicou um livro que explica que cibercultura “Não é a cultura dos fanáticos da Internet, é uma transformação profunda da noção mesma de cultura”. Mas o que significa mesmo esse conceito?

A cibercultura é a relação entre as tecnologias de informação, comunicação e cultura com a sociabilidade. O principio que dá a direção a esse conceito é a de re-mixagem, que é quando se combina e modifica as informações por meio de ferramentas presentes no ambiente virtual.

Na cibercultura, novos critério de criação, criatividade e obra surgem, consolidando essa cultura remix, na qual existe a possibilidade de apropriação, desvios e criação livre. Essas possibilidades podem começam com a música, por exemplo, com os DJ’s de música eletrônica. Tudo isso com a colaboração da dinamicidade da sociedade moderna.

Hoje também se pode reproduzir, criar e reciclar conteúdos. Essa capacidade que todos nós temos, é reflexo da cibercultura. E a expansão dessa relação entre tecnologia com sociabilidade potencializa o nosso poder de compartilhar, de se apropriar e de modificar conteúdos virtuais.

Imagem Eletrônica: como definir?


Antes de traduzirmos o significado do termo Imagem Eletrônica, analisemos, primeiramente, as palavras "Imagem" e "Eletrônica" separadamente.

O termo Imagem pode ter vários significados. No ponto de vista da Ótica, por exemplo, uma imagem é um conjunto de pontos que convergem num plano. Entrando num campo mais abstrato, é possível afirmar que imagem é um suporte capaz de gerar troca de informações. Porém, apesar das várias definições, podemos dizer seguramente que imagem significa uma representação visual de determinado objeto.

De forma geral, Eletrônica é uma ramo da ciência que estuda o uso de circuitos elétricos, com o objetivo de representar, armazenar ou transmitir informações, além de estudar formas de controlar a energia elétrica através de meios elétricos nos quais os elétros tem papel fundamental.

Posto isto, podemos, finalmente, conceituar Imagem Eletrõnica. De forma abrangente, podemos afirmar que Imagem Eletrônica é uma representação visual criada por circuitos elétricos, onde é possível transmitir informações. Imagens que captamos na TV ou no computador são alguns exemplos.

As imagens eletrônicas estão demasiadamente presentes em nosso dia-a-dia. Muitas vezes até nem as percebemos. Estamos rodeados de figuras, paisagens (até mesmo pessoas) eletrônicas. Um bom exemplo é a jornalista Eva Byte, (quem não lembra dela?), mulher criada em programa de computador, em meados da década de 2000, pela Rede Globo de Televisão. Ela ocupou, durante mais de dois anos, o espaço que poderia (ou deveria) ser de um ser humano de carne e osso.

Estarmos rodeados desse tipo de imagens é algo tão comum em nossos dias, tão natural, que não nos damos ao trabalho de refletir sobre as desvantagens desse "mundo". Acabamos acomodados com as facilidades que essas imagens nos proporcionam, com os lugares que podemos chegar através delas. Porém, esquecemos que essas imagens,muitas vezes, não retratam a verdadeira realidade. São apenas criações, imagens. Como afirma a autora Beatriz Furtado no livro Imagens Eletrônicas e Paisagem Urbana, são imagens que se expõem simultaneamente aos fatos e se desvanecem entre as linhas dos monitores ou, na maioria das vezes, são imagens sem tempo: que nunca aconteceram, que são apenas referências numéricas" (p.70).

O vídeo a seguir é um grande exemplo da grandiosidade das imagens eletrônicas, do quão perto elas estão e que, muitas vezes, nem mesmo as percebemos.




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