quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Greenbuilding

O arquiteto Sidônio Porto fala sobre as construções verdes podem contribuir pro mundo sustentável. Materiais que absorvem calor, canalizar correntes de ar, reaproveitar a água, etc.

http://www.youtube.com/watch?v=dAdfpIOInGo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Origem - Atual e Virtual

Júlio César Alves Lopes 24AB


“A Origem” é mais um filme que trata de uma maneira excelente a percepção da realidade, fazendo os personagens do filme e os próprios telespectadores se perguntarem sobre o que é o atual e o que é virtual, representado no filme como o mundo dos sonhos. Durante o sono de “A Origem”, a relação atual/virtual é totalmente instável, com perigo de terremotos e outras catástrofes dependendo não só da imaginação, mas também da condição física e ambiental de quem sonha, como podemos ver em várias cenas onde o mundo virtual criado sofre alterações quando o corpo adormecido do sonhador passa por alguma situação fora do normal de um sonhador, que seria, no caso, seu corpo em repouso. Podemos muito bem identificar a presença do conceito de Virtual no filme, como algo que não é concreto. Virtual é tudo aquilo que não é palpável, geralmente alguma abstração de algo real, ou seja, o mundo criado nos sonhos.

O filme é dirigido e também escrito por Christopher Nolan, que achou interessante falar sobre a dúvida entre sonho/realidade, quando sabemos que a experiência é sonho, e quando o confundimos com a vida acordada. No mundo dos sonhos as possibilidades são íntimas e infinitas, e a partir daí sempre surgem às dúvidas “quem nunca pensou ter sonhado algo que aconteceu? Quem nunca acordou e continuou o mesmo sonho quando voltou a dormir? Quem nunca sonhou com o barulho que escutava enquanto dormia?”. O filme pega questões factuais do nosso sonho e o aplica de forma extrema no filme, por isso parece tão chocante, pois é algo que nós também passamos durante toda a nossa vida enquanto sonhamos.

Cobb (Leonardo DiCaprio), o personagem principal, trabalha invadindo os sonhos das pessoas, descobrindo onde eles guardam seus segredos mais valiosos, para depois disso, roubá-los. Para não ficarem presos no mundo dos sonhos, cada um devia ter um acessório, o totem, que os ligasse ao mundo real, atual. Como o mundo virtual é muito íntimo, o personagem principal é atormentado pela imaginação de sua mulher, que o persegue, misturando as lembranças pessoais de Cobb a seus objetivos profissionais. A missão principal do filme trata-se de um trabalho que Cobb fará para o empresário japonês Saito (Ken Watanabe), onde Cobb não precisará apenas roubar um segredo no sonho de alguém, ele terá, através do sonho, que implantar uma nova ideia num ser humano, enfrentando toda a psique do mesmo até conseguir fazê-lo, correndo o risco de ficar para sempre preso no limbo. No final, após concluir completamente a missão, Cobb recebe como pagamento a chance de entrar nos Estados Unidos, país o qual era procurado pelo assassinato da sua esposa Mal (Marion Cotillard), então vai ver seus filhos novamente. Quando os encontra, ele sai com os filhos e o foco fica no seu totem, um peão, que está rodando sobre a mesa e acaba deixando a dúvida para o telespectador, que não sabe se o peão caiu ou continuou rodando, ou seja, acabamos não sabendo se a cena acontecia no mundo atual ou no mundo virtual, já que seu totem já não tinha utilidade, pois todos já haviam visto, e até tocado, perdendo sua característica única.


“Os sonhos parecem reais enquanto estamos dentro deles.
Apenas quando acordamos nos damos conta de que eles foram,
na verdade, muito estranhos.” Dom Cobb, em Inception

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Minha casa, lugar de passagem

O filme 'O Terminal' conta a história de um cidadão vindo de um país chamado Krakozhia. Após desembarcar no Aeroporto JFK, nos Estados Unidos, Viktor Navorski (Tom Hanks) fica sabendo que houve um golpe militar em sua terra natal, e a situação é caótica. Para a administração do Aeroporto, enquanto esse país estiver em guerra, não será reconhecido como nação pelo governo norte-americano. Navorski então, com seu passaporte e visto inválidos, passa a ser classificado como um ‘inaceitável’ para o sistema, um sem-pátria, um cidadão de lugar nenhum, tendo seu visto de entrada anulado pelo Departamento de Estado.

Navorski passa a ‘morar’ no Aeroporto, fazendo desse ‘não lugar’ sua nova casa. Antes um local de passagem, de eterno trânsito para milhões de pessoas, passa a ser para ele um lugar de permanência. Em um aeroporto, não existe tempo para socialização. Entre idas e vindas, as pessoas não sabem mais se estão indo ou chegando.

Não existe mais a rotina da vida, dos turnos. Existe a vida cronometrada pelo relógio dos painéis de voos e decolagens, onde sempre algo está atrasado ou cancelado. A ‘flânerie’, ou seja, o ato de observar atentamente o cotidiano da cidade aparece diversas vezes durante o filme. Em sua situação singular, o personagem passa a ver o cotidiano de outras formas. Entre formulários de imigração, declarações da Alfândega e o trafego incessante de pessoas, ele parece alheio e ao mesmo tempo atento ao passar da multidão. O seu ‘flanar’ consiste em perceber o novo mundo através, por exemplo, das pessoas na praça de alimentação, e também tentar decifrar o máximo de imagens sobre o conflito na Krakozhia através dos telejornais. Até mesmo se comunicar tornou-se difícil, devido à barreira linguística imposta a ele. Por um momento ele se encontra sozinho na multidão, nesse novo mundo mediado pelas placas informativas, painéis eletrônicos e sinais luminosos.

Sempre paciente e de certa forma inocente perante o mundo agitado, Viktor Navorski acaba se tornando o Herói observador, pois ao mesmo tempo em que possui olhos para analisar as pessoas, os tem também para interferir no cotidiano. O Aeroporto virou seu Templo da observação, tanto por ele visto como também sendo alvo dos olhares dos policiais e das inúmeras câmeras de segurança, nesse ambiente de total vigilância. O personagem mostra certo estranhamento inicial em saber que está sendo filmado, mas depois parece sentir que isso é ‘normal’, dentro dessa sociedade.

Outros personagens da trama também exercem formas de observar. Vemos o zelador indiano Gupta, que se diverte vendo os passantes escorregarem no chão molhado que ele limpou, e ainda, que observa Navorski porque pensa se tratar de um espião a serviço do Governo. Vemos ainda o comissário geral Dixon, que ocupa o mais alto posto dentro do Aeroporto JFK, com os olhos eletrônicos das câmeras de vigilância. Ainda o encarregado da comida, Enrique Cruz, admirador secreto da oficial de policia Torres, que pede a Navorski que consiga informações sobre ela em troca de comida.

Observar. É essa a grande questão do filme. O protagonista, ao flanar pelo Aeroporto, aprendeu a viver durante nove meses de sua vida, enquanto esperava por uma resolução do conflito em seu país para que pudesse realizar o sonho de seu pai. Foi flanando também que encontrou uma forma de conseguir dinheiro para comprar comida. Foi flanando pelas lojas que ele aprendeu a ler, comparando guia turísticos em inglês com os guias de sua língua pátria. Percebe-se na construção das personagens essa ‘desterritorialização’, como no diálogo de Navorski com um passante, no banheiro do terminal:

“– Já se sentiu como se morasse num aeroporto?”

Também aparece no diálogo com Amelia Warren (Catherine Zeta Jones), a paixão de Navorski:

“- Eu moro aqui, assim como você.”

Todos têm essa sensação, a de não saber se estão indo ou estão voltando. De nenhum lugar para lugar nenhum, como Navorski, o Herói observador.

sábado, 10 de setembro de 2011

Filme “O Terminal” – Não Lugar

No filme "O Terminal" o personagem Viktor Navorski, um cidadão da Europa Ocidental, que viajava para Nova York. Enquanto viajava, seu país, a Krakozhia, sofre um golpe de Estado, o que leva seu passaporte a ser invalido. Assim, ele não poderia entrar na cidade de Nova York para realizar um sonho de seu pai e começou a morar dentro do aeroporto, fez daquele não lugar o seu lugar de sobrevivência.


O aeroporto costuma ser um não lugar para muitos, apenas um lugar de passagem, um local de ficar poucos minutos, mas para Viktor aquele não lugar se tornou o seu único lugar, ele aprendeu a sobreviver naquele espaço, encontrou uma forma de ganhar dinheiro e comer, fez amizades, se apaixonou por uma aeromoça. Mas o aeroporto também é um lugar, outras pessoas moravam lá ou passavam muito tempo naquele local, em uma parte do filme podemos ver bem isso quando a aeromoça pergunta para Viktor aonde ele morava e ele respondeu que morava no aeroporto, ela sorriu e disse que sabia bem o que era isso, porque ela passava muitas horas naquele local e que as vezes o aeroporto costumava ser a sua segunda casa.


Aquele não-lugar para Viktor poderia ter sido um local nada agradável, mas ele tentou de todas as formas tornar aquele ambiente do aeroporto o mais agradável possível. Para piorar a situação de Viktor o coordenador do aeroporto que era "rei" naquele local, começou a implicar com Viktor, mas o bom homem Viktor não quis confusão em momento algum, ele apenas não queria ser desonesto e sair do aeroporto sem autorização, então permaneceu lá por alguns meses.

Flâneur X O Terminal

O filme "O Terminal" mostra a história, baseada fatos reais, de um homem que tenta visitar os E.U.A., mais especificamente Nova York, e realizar um sonho.

Mas durante o vôo de ida do sua cidade natal, ocorre um golpe de estado, e ao chegar no aeroporto em NY, ele tem sua entrada negada e ao mesmo tempo não pode retornar ao seu pais, pois ele "não existe mais".

Obrigado a permanecer no aeroporto ate que a crise em seu pais acabe, ele faz do aeroporto a sua casa, sua cidade.

Tendo a teoria flâneur como base para comparar. Ele é obrigado a observar, experimentar, o que seria somente um lugar de passagem rápida, que normalmente as outras pessoas não reparam por ser da rotina. O que o leva a conhecer o aeroporto como poucos, sendo mais que um simples passageiro, ele passa a morar, comer, fazer as coisas do dia a dia. Valoriza as coisas mais simples que estão ao seu redor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nenhum Lugar ou Lugar Nenhum?

O filme “O Terminal” conta uma história interessante sobre um sujeito chamado Viktor Navorski. Durante o vôo que o levava aos EUA, Krakozhia, sua cidade natal, sofreu um golpe de estado e “deixou de existir”. Ao chegar à América, seu passaporte tornou-se sem efeito, logo, não poderia adentrar em território americano. Mas também não poderia retornar à sua pátria, pois ela havia “deixado de existir”. Sem alternativas, Navorski torna o aeroporto sua moradia.

E o que este filme tem haver com o conceito de flanêur? Flanêur, para quem não sabe, é aquele ser que anda pelo mundo observando-o, experimentando-o. Em outras palavras, fazendo da rua seu lar. Bom, agora ficou fácil encontrar a “intimidade” deste ser flanêur com o personagem vivido por Tom Hanks. Navorski, sem outras opções, acaba tornando o aeroporto, local que, por muitos, é apenas de passagem, ou seja, um não-lugar, em seu próprio lugar. Local onde se alimenta, dorme, trabalha...

Este filme nos faz repensar um pouco, e nos faz enxergar o mundo de outra forma. Com ele, podemos descobrir novas formas de usufruir do mundo que nos cerca e o mais importante, aprendemos a olhar, não só para as paisagens, mas para aqueles que nos cercam.

Nenhum Lugar ou Lugar Nenhum?

O filme “O Terminal” conta uma história interessante sobre um sujeito chamado Viktor Navorski. Durante o vôo que o levava aos EUA, Krakozhia, sua cidade natal, sofreu um golpe de estado e “deixou de existir”. Ao chegar à América, seu passaporte tornou-se sem efeito, logo, não poderia adentrar em território americano. Mas também não poderia retornar à sua pátria, pois ela havia “deixado de existir”. Sem alternativas, Navorski torna o aeroporto sua moradia.

E o que este filme tem haver com o conceito de flanêur? Flanêur, para quem não sabe, é aquele ser que anda pelo mundo observando-o, experimentando-o. Em outras palavras, fazendo da rua seu lar. Bom, agora ficou fácil encontrar a “intimidade” deste ser flanêur com o personagem vivido por Tom Hanks. Navorski, sem outras opções, acaba tornando o aeroporto, local que, por muitos, é apenas de passagem, ou seja, um não-lugar, em seu próprio lugar. Local onde se alimenta, dorme, trabalha...

Este filme nos faz repensar um pouco, e nos faz enxergar o mundo de outra forma. Com ele, podemos descobrir novas formas de usufruir do mundo que nos cerca e o mais importante, aprendemos a olhar, não só para as paisagens, mas para aqueles que nos cercam.

O terminal

No filme O Terminal, Viktor Navorsk (vivido por Tom Hanks) não imaginava que uma viagem poderia mudar tanto a sua vida. Durante um vôo aos Estados Unidos, ocorre um golpe de estado em seu país de origem e ele é informado de que, devido ao conflito, não pode nem entrar nem sair do aeroporto. Terá de esperar no terminal até que a guerra em seu país acabe. E ele realmente espera e espera tanto que o aeroporto acaba virando a sua própria casa.



Podemos ver claramente o conceito de não-lugar e de Flâneur (que significa "uma pessoa que anda na cidade, a fim de experimentá-lo"), neste filme. Vicktor é sujeito a viver em um terminal do aeroporto que está em construção, porém o aeroporto é um lugar de passagem, onde não permanecemos muito tempo, tornando-se assim um não-lugar para muitos, mais um lar para Vicktor. Ele foi sujeito a permanecer no aeroporto durante nove meses, até o seu país sair de guerra. Vale lembrar que esse filme é baseado em fatos reais.

Filme "O terminal", conceito Flâneur e o Não-Lugar


           
 O filme conta história de Viktor Navorski, um homem que sai de sua cidade natal, Krakozhia
(fictícia), para os EUA, ao chegar ao seu destino ele se encontra na seguinte situação: enquanto voava, Krakozhia sofreu um golpe de Estado e teve o seu poder tomado, perdendo assim o seu reconhecimento de nação por parte dos EUA. Viktor encontra-se, sem culpa alguma, em um embate diplomático: não pode voltar ao seu país de origem, visto que ele "não existe" mais e não pode pisar fora do aeroporto pois não tem visto para entrar nos EUA. Sem saída, ele decide fazer do terminal do aeroporto seu ar provisório. A partir dessa decisão (ou melhor, falta de opção) de fazer do terminal do aeroporto seu lar podemos analisar o conceito flâneur presente no filme e do Não-Lugar
Segundo Charles Baudelaire flâneur seria aquele que anda pela cidade para observá-la, experimentá-la.



         Podemos dizer que o aeroporto, para a maioria das pessoas é um lugar de transição, por onde  elas passam sem que haja uma identificação  (conceito de não-lugar) porém para o Viktor o aeroporto passa a ser justamente o contrário do que é para a maioria, passa a ser seu lar e seu "trabalho", além de ser uma janela para que ele pudesse perceber o que estava a cidade em que se encontrava.

A adaptação ao mundo flaneuriano.




A relação entre o filme e o olhar flâneur, é que em ambos ocorre a adaptação ao mundo em que vivemos. O flâneur e ser que observa o mundo que o cerca de maneira real e descritiva, levando a vida a para cada lugar que vê. O flâneur descreve as cidades, as ruas, os becos, o externo.
Desvincula-se do particular, recrimina o privado, de forma a ver a rua como lar, refúgio e abrigo. Este sentimento flaneuriano reflete a necessidade de segurança do indivíduo, a necessidade de identificação dele para com a sociedade. A rua é seu lar seu mundo. Ali nada é estranho ou prejudicial. O flâneur é um fotógrafo. Pórem além de imagens ele registra idéias, sentimentos e atitudes. Descreve tudo com perfeição e carinho. Ama o mundo exterior e dele faz seu ideal profissional e emocional. Este é o olhar fâneur do século XIX, que representou a angústia da Revolução Industrial e que encaixa-se também sobre olhar flâneur do filme O Terminal.
Pois no filme Viktor Navorski (Tom Hanks), vive praticamente o mesmo, tento o terminal como sua casa, seu lar, passando por adaptações e começando a ver o terminal de maneira diferente, assim ele começa a desvendar o complexo mundo do terminal onde estar preso, tendo seu olhar fâneur sobre ele, começando a perceber coisas nas quais ninguém mais percebe, por passar rápidamente por ele. E nao é apenas o ser que adapta-se ao local, o local também adapta-se ao ser, como retrata o filme no momento em que os remédios de um dos passageiros é apreendido e ele começa ameaçar vários funcionários, mas ninguem entende o que ele fala, pois sua língua era diferente, mas o Viktor entende e consegue resolver tudo, havendo uma adaptação do ser local ao ser também. Ao meu ponto de vista, diria que olhar flâneur é o mundo no qual eu enxergo e vivo ao meu modo, adaptando-se a cada dia á algo novo.
© SITe
Maira Gall