Conceitos de Pierre Lévy no contexto do filme A Origem:
Virtual: o principal traço de "virtual" no filme além do conceito do sonho é a ideia que deve ser implantada na mente do herdeiro. O desejo de Cobb de voltar para sua casa nos EUA e rever os seus filhos Phillipa e James também é "virtual".
Real: Tudo que é virtual também é real, esse conceitos, ao contrário do que afirma o censo comum, são complementares e não opostos.
Realização: está no subconsciente dos personagens, no processo de sedação e nas sensações como aquelas de vertigem causadas por um "chute", ou o mergulho na água que faria com que o atingido acordasse do sonho.
Atualização: passou em algum momento pelo campo do virtual, está em todo o processo da formação da ideia até a sua realização.
Virtualização: passa de uma solução dada a um novo problema. O imprevisto é apresentado quando se descobre que a mente do herdeiro é militarizada e treinada para não receber inserção de idéias, a partir de então, busca-se novas soluções para erradicar o problema, essas soluções encontradas simbolizam o processo de "virtualização".
Atual: representa a materialização da ideia. O herdeiro Robert Fischer termina afirmando para o seu tio que irá dividir o império deixado por seu pai.
A origem - Virtual.
No filme a Origem dirigido pelo diretor Christopher Nolan, fala-se em um novo conceito, o de poder invadir a mente de outra pessoa e conseguir atingir sua consciência.
O personagem principal Cobb é um mestre nessa área de invadir a mente, quando Saito um grande empresário, o contrata para fazer um serviço , não o de extrair informações , mais sim de plantar uma ideia na mente de um herdeiro, o qual é o seu maior concorrente.
Atribuindo os conceitos de Pierre Lévy ao filme peguemos o personagem Saito para analisar.
Saito é um grande empresário e sua grande ambição é destruir a concorrência para assim formar um grande monopólio em seu ramo, com isso contrata Cobb. A ideia de ter esse monopólio é o virtual . A atualização desse virtual é a contratação do Cobb com a finalidade de implantar a ideia de que o herdeiro tem que acabar com império deixado pelo pai.
Quando começa a missão Saito leva um tiro e por ter tomado um sedativo muito forte para que se pudesse entrar na mente do herdeiro juntamente com os outros, não consegue acordar do sono por isso ele vai para no LIMBO, é um estado que se encontra com o subconsciente nu e cru sem ter o menor porder sobre ele, esse processo é a virtualização , é algo que Saito não previa e que teve passar para alcançar o atual.
Cobb consegue implantar a idéia na cabeça do herdeiro e salva Saito do LIMBO, assim Saito consegue chegar no atual que é o herdeiro com a convicção que precisa destruir o império do pai , assim o empresário consegue o monopólio.
Pierre Lévy e A Origem
O filme A Origem nos
mostra o personagem Cobb (Leonardo Dicaprio), que tem como objetivo principal
implantar uma ideia na cabeça de Richard Fisher (Cillian Murphy). A ideia é de
que ele derrube o império criado por seu pai, tendo como consequência o fim da
concorrência com outra empresa. O método que Cobb vai usar para alcançar o seu
objetivo é entrando no sonho do Richard.
Relacionando o filme com o texto de Pierre Lévy, podemos identificar que o ponto principal do filme, que nós podemos identificar como virtual é a ideia que o Cobb deve implantar na mente de Richard. Quando a ideia for implantada na mente de Richard e ele acordar, ela vai se tornar real. Outro ponto virtual do filme é o desejo do Cobb de voltar pra casa. E durante todo o filme, ele passa por um processo de atualização até atingir o objetivo dele.
Outro conceito que
podemos identificar no filme, é o de Realização, que é tudo aquilo que nós não
dominamos. É aquilo que está no seu subconsciente. Podemos ver isso claramente
na cena que o Cobb leva a Ariadne para o sonho dele, e aparecem várias pessoas
encarando-a e tentando ataca-la. Todas aquelas pessoas fazem parte do
subconsciente do Cobb e ele não é capaz de ter um controle da situação.
O Estar Perto Ainda Tem Importância?
A confusão de ideias pode ser prazerosa quando buscamos respostas sobre como funciona o processo de comunicação em nossas vidas. Quanto mais o tempo passa, torna-se menos necessário a presença do material, o corpo físico. Estar junto tornou-se bem diferente de estar perto.
No filme A Origem(Inception, Eua / Reino Unido, 2010) temos vários exemplos do que seria mundo virtual e mundo real. O virtual é diferente do real. Ele se torna uma das formas de ser da realidade. É o que existe em pensamento, produzido a todo instante pela nossa mente. Pode ou não haver uma materialização do virtual. Ele pode ou não trabalhar para se tornar atual. O atual é o material, aquilo que um dia foi virtual, passou por um processo de atualização, que nada mais é do que o caminho percorrido para chegar ao atual.
No enredo do filme, podemos observar esse processo virtual-atualização-virtualização-atual em dois principais contextos. Cobb, arquiteto e personagem principal, se vê sem opção para conseguir o maior desejo de sua vida: voltar para casa. O virtual é o desejo de estar com seus filhos novamente.
Para que isso aconteça, ele precisa realizar uma inserção. O objetivo é inserir uma ideia no subconsciente de uma pessoa, e essa pessoa precisa acreditar que essa intenção partiu dela mesma. Cobb e sua equipe conseguem penetrar no sonho das pessoas e mexer com suas zonas intermediárias, que ficam entre o consciente e o subconsciente. O herdeiro Fischer precisa destruir o império construído pelo seu pai, que já faleceu. Essa é a idéia. Para que isso aconteça, Cobb conta com a ajuda de várias pessoas. Eles projetam sonhos e dormem dentro daquelas projeções. Dormindo a mente pode fazer quase tudo, inclusive implantar uma idéia. O virtual é justamente os problemas que acontecem do desenrolar da história. As atualizações são as soluções definidas pelos personagens para conseguirem atingir os objetivos. O fato de Fischer possuir treinamento para impedir que entrem em seus sonhos é um exemplo de problema. E o caminho modificado pela equipe é uma forma de atualização.
A virtualização é a chegada de novos problemas até chegar ao atual. Passa de uma solução almejada, a vinda de um outro problema. O atual traz sempre dificuldades que precisam de solução. É o caminho para se chegar a realidade. No caso do filme o atual se fará quando Cobb conseguir materializar seu objetivo. Os problemas são resolvidos. O atual responderá ao virtual. Todo atual um dia foi virtual.
Essa necessidade de estar perto fisicamente de seus filhos faz com que o personagem busque caminhos muitas vezes indevidos e perigosos. Ele joga com a sua vida e a de seus colegas almejando sua tão sonhada liberdade.
O SONHO É VIRTUAL OU REAL
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No filme, A Origem o personagem Cobb, se encontra no dilema de viver no mundo que é real e existe de fato ou se aventura num mundo virtual que no longa é apresentado com o mundo por outro angulo através do ato de sonhar.
irreal dos sonhos, construído aparte suas projeções adquiridas no
Assim Cobb viver imerso nesse mundo
virtual, representado pelas projeções de quem sonhar e configura esse "espaços" com base naquilo já assimilado
por seu subconsciente,no mundo real, Cobb criar simulação desse espaços no sonho de quem ele deseja implantar uma ideia.
Sendo essa ideia trasplantada no sujeito pelo ato de atualização
apresentado no filme no momento em que os personagens se encontram em umas das
camadas de sonhos, construído algo a ser interpretado como real por quem sonhar e ao mesmo tempo no processo de virtualização caracterizado pela imersão em que o sonhador se encontra, estando num estado sonho numa camada e acordado em outra.terça-feira, 9 de outubro de 2012
Os conceitos de Lévy em "A Origem"
Segundo Lévy,
no livro “O que é o virtual?”, o virtual é definido como, ao contrário do que
muitos pensam, o que existe em potência e não em ato. O virtual está no
imaginário, mas ele existe, ele apenas não é concreto, ainda (veremos mais a
frente que o virtual pode tornar-se material, concreto, através do processo de
atualização, uma vez que o virtual é um complexo problemático que procuramos solucionar,
ou seja, transformar em atual).
Relacionando esse conceito ao filme “A Origem”, podemos identificar que
o virtual no contexto do filme é a ideia que deverá ser implantada por Cobb
(Leonardo Dicaprio) na mente do herdeiro, Richard Fisher (Cillian Murphy), de
um império econômico, após a morte de seu pai. A ideia é que o herdeiro
desmembre o império, acabando assim com a concorrência com a empresa de Saito (Ken Watanabe), contratante de Cobb.
O objetivo de Cobb na implantação dessa ideia na mente do herdeiro é
que a mesma passe de virtual (não concreto) para atual (concreto), ou seja,
que o herdeiro, após acordar do sonho,
ponha em prática a ideia de desmembrar o império de seu pai, e para isso, Cobb
usa técnicas, através de seu experiência, para alcançar o objetivo. Lévy chama
esse processo de virtual para atual de atualização.
O ideal é que esse processo de atualização leve o virtual para o atual,
mas é mais comum que a atualização seja direcionada para outro processo, a
virtualização (gera o virtual, um novo virtual), ou seja, no meio do processo
de atualização surgem novos problemas, nesse caso, teremos que procurar novas
soluções (atualização), tendo em mente sempre o objetivo final: o atual.
No filme “A Origem” observamos isso claramente, na trama, no meio do
processo de atualização, surgem sempre novos problemas (que devem ser
solucionados para o alcance do objetivo final), por exemplo: a esposa de Cobb,
que confunde sua cabeça, a defesa criada pelo corpo do herdeiro, que dificulta
na implantação da ideia, a “morte” de Saito no sonho, entre outros novos
problemas.
Por fim, o filme tem um final subjetivo, onde não temos certeza se o
objetivo final (transformação da ideia, o virtual, em algo concreto, o atual –
o império ser desmembrado, na prática) é conquistado, uma vez que os
personagens mergulham tanto no universo onírico, que fica impossível saber
quando estão acordados ou sonhando. Mas, na minha interpretação pessoal,
acredito que o objetivo foi conquistado, uma vez que os métodos utilizados
(atualização) foram bem convincentes.
domingo, 23 de setembro de 2012
As Eleições e as Redes Sociais
As eleições para prefeito de Fortaleza estão bem acirradas e aparentemente os candidatos resolveram apostar na força das redes sociais. Para atingir os eleitores, os candidatos parecem ter a sua própria receita para o sucesso.
Para melhor compreender a situação das campanhas em nossa cidade nada melhor do que a opinião de um especialista sobre o assunto, O prof. da Unifor, W. Gabriel.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Medianeirando
Começo citando, segundo o texto, o problema causador de todos os outros: as pessoas têm medo de se decepcionar, e por isso não ligam para as necessidades de afeto das outras se escondendo na sequencia desenfreada de torres e mais torres, como mostra o filme, uma ao lado da outra, sem nenhuma explicação concreta. Ele também lembra da dificuldade de comunicação física nas cidades, as pessoas se olham, mas não se veem já que estão sempre presas á rotina, aos mesmos lugares e não sendo autoconfiantes o bastante, escondem-se atrás dos celulares para se sentirem seguras. O não pertencimento á essa sociedade onde todos fazem a mesma coisa, mas nada é feito em conjunto reflete nos problemas de solidão, depressão e vícios vivenciados pelos personagens, tanto que um deles utiliza o computador como uma ferramenta de afastamento desse temeroso convívio urbano. Os dois personagens também se cruzam por entre inúmeros cidadãos, mas é no mundo virtual que eles se encontram, e o que eu achei mais interessante foi a conversa no bate-papo baseada na vontade de aproximação, de contato, no real, já que hoje as relações são mediadas pelo hight tech e qualquer tipo de proximidade ficará a mercê dela.
domingo, 2 de setembro de 2012
Dica de Música, Robô.
Vulgue Tostoi - Robô
Acredito que essa música aborda exatamente, de uma forma poética, o que Bauman e o filme Medianeiras criticam nessa sociedade contemporânea.
A música de nome "Robô", fala sobre a ligação entre as pessoas e as máquinas, de uma forma subliminar; de como as pessoas não se vêem mais, no mundo real; de como as pessoas tem se "enxergado", ou seja, através de um robô, de uma máquina, caixas de luzes de diversos tamanhos, diversas cores, diversas funções e um mesmo objetivo...
Promover a distância física entre as pessoas...
Discussões através de exclamações!!!, "aspas" e textos em caixa ALTA, substituem o calor de um debate, de um alerta, de um fim de uma relação...
Essa música é o tema de abertura do programa humorístico, "De Cara Limpa", com o apresentador Fernando Caruso.
De Cara Limpa
A abertura do "De Cara Limpa", dá exemplos perfeitos das observações de Bauman sobre essas relações digitais.
O objetivo de Caruso neste programa é tentar "linkar" as pessoas através do humor, fazendo piadas, dinâmicas divertidas, coros e outras atividades. Caruso arranca sorrisos de pessoas em locais totalmente "inapropriados", tornando o programa muito divertido.
Letra da Música:
Eles não têm cores,
Eles não têm sabor,
Eles não se enxergam,
Eles não fazem amor,
Estão preocupados com seu novo robô,
Elas não se enganam,
Elas quase respiram,
Elas vivem o drama ideal,
A vitória impossível,
Estão preocupadas com seu novo robô,
[Refrão]:
Comprei mais um, montei mais um, não sou mais um,
Estava em promoção, não sou mais um, olha bem no olho do robô,
Pro olho do robô,
Eles não têm cores,
Elas fazem respirando,
Eles vivem o drama ideal,
A vitória impossível,
Estão excitadas com seu novo robô,
[Refrão 2x]
Fontes:
http://www.youtube.com/watch?v=-qJI6hLcnP0
http://www.youtube.com/watch?v=zVy-C1ZMK18
http://letras.mus.br/vulgue-tostoi/1704478/
Arriscar-se ou Esconder-se?
Lembro-me por
diversas vezes ter ouvido da voz forte e rouca de Cássia Eller: o pra sempre,
sempre acaba! O ponto de exclamação tira toda e qualquer dúvida nesse sentido.
Todos nós, humanos, procuramos alguém para dividir o algo mais que possuímos.
Martin e Mariana, protagonistas do filme:"Medianeras" também. São jovens amedrontados
e acomodados, como a maioria dos jovens
de hoje.
A rede virtual
nos possibilita um falso status. Nos classificamos como seres descolados por
sermos escravos da tecnologia. Perdemos com o tempo o hábito da escrita. Mas,
para que escrever se eu posso me limitar a mandar mensagens falando por monossílabos? Estou conectado com
milhares e milhares de pessoas disfarçadas que falam e escrevem o que eu quero
ler ou ouvir. Não preciso ser criticado ou elogiado. Não preciso sequer olhar
para minha imagem no espelho. Ninguém se interessa pelo meu “eu”, por aquilo
que realmente sou. Bauman no seu Amor
líquido afirma que a epidemia de aparelhos celulares evita que as pessoas se
olhem nos olhos. Com o tempo nos olhamos e não nos vemos mais. Mariana,
protagonista do filme, passou quatro anos em um relacionamento em que não havia
o olhar. Numa cidade como Buenos Aires, a tecnologia é sempre aquela terceira
figura inconveniente em uma relação, onde, decididamente só cabem duas.
Os personagens
do filme nos trazem a sensação de tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Mariana
e Martin são vizinhos e solitários. Todavia, os poucos metros que os distanciam
tornam-se maiores do que o número de pessoas que dividem espaço em um bate-papo
na web. É contraditório e chocante. O risco do desconhecido é atraente e ao
mesmo tempo causa pânico. O que fazer? Simplesmente, desligar o computador.
Bauman também
cita que a realização mais importante da proximidade virtual parece ser a
separação entre comunicação e relacionamento. Não consigo de fato executar essa
divisão com tanta destreza. Ao contrário do autor discordo quando ele afirma
que apostar as fichas em um só número é o máximo de insensatez. Não creio que
buscar algo que se deseje seja um gesto sem razão. Sofrer ou decepcionar-se com alguém nos
mostra que estamos vivos. Temos que tirar lições de nossos erros e acreditar que
amanhã será sempre melhor que hoje.
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