segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O que é real para você?

Bem... para mim, sentimentos, sensações, vontades, objetos (manuais ou tecnológicos), sonhos, entre outras coisas, palpáveis ou não, percebidas ou não, acessíveis ou não, são reais! Ou seja, que podem ou não ser explicadas por qualquer uma das áreas da ciência.
O estudo sobre a realidade está presente em todas as ciências, principalmente quando se trata do homem. Em um estudo realizado sobre como se fazer pesquisas acadêmicas, lí uma frase que me chamou a atenção: "Todos temos algo a dizer sobre a realidade e nossa perspectiva muda conforme o lugar de onde falamos". Não posso dizer, por exemplo, que o encontro com espíritos de antepassados não existe, que não é real, somente pelo fato de não crer nisso. O que é real para você pode ser irreal para mim.
Pensando nessa frase conclui: é... realmente ele tem razão. Mas qual o nosso papel nesse mundo cheio de realidades diferentes? Como podemos trabalhar essas realidades? De que forma, o que é real para mim, pode afetar na vida das pessoas que me rodeiam?

Nos últimos cinco anos , houve a ascensao dos dispositivos digitais e virtuais de leitura, os “ tablets”, no cotidiano das pessoas e dos jovens, que na maioria são bastante interessados em novas tecnologias. Esse avanço virtual proporciona rápido e fácil acesso a vários textos e livros, ocorrendo, desta maneira, um dinamismo informativo.

Os escritores, editores e o corpo docente das escolas tem se preocupado com o que pode acontecer ao habito de leitura, com a possibilidade do objeto livro se tornar absoleto e substituído por tecnologias virtuais. Mas os dados de pesquisas realizadas a nível internacional contrariam o que se pensou sobre tecnologias e demonstram que muito jovens ainda lêem livros mesmo com os avanços tecnológicos.

Dessa forma, fica cada vez mais perceptível que os jovens atualmente tem maior acesso a informações que outras gerações devido aos avanços tecnológicos virtuais, e que, com isso as instituições formadoras de opiniões devem valorizar todo tipo de aprendizado, pois esse ato pode possibilitar inserção social, intelectual e cultural, formando assim, jovens com maiores habilidades.

Marcelo Tas fala sobre Mundo Virtual

http://www.youtube.com/watch?v=g_JecqbFZ9k

O que fazer com tantas informações e como você administra sua "vida virtual"? De acordo com Marcelo Tas, as pessoas podem ser mais felizes com a utilização da Internet. Você concorda com essa afirmação?

Mídias Locativas aliadas ao conhecimento.

WWW. Essa combinação de letras anda mudando o mundo. Nada mais justo do que começar um post sobre Mídia Locativa falando da bendita internet - às vezes, mal dita. O comportamento das pessoas mais antenadas está sendo reorganizado pelos dispositívos móveis que te levam aonde você quiser, estando em qualquer lugar. É simples: você se conecta a algum aparelho eletrônico que tenha uma tecnologia compatível com internet e pronto, você está desconectado da vida real. Não existe fio que dê jeito.

Deixando um pouco de lado este conceito, as mídias locativas são responsáveis por trazer a informação dentro de de tecnologias finas e leves com sistemas móveis. Você pode estar dentro de um ônibus e assistindo a um comercial no Youtube pelo celular; ou então, você está no meio de uma festa e pega o seu iPhone, liga o 3G e vai no Google atrás de saber como se diz "qual é o seu nome?" em francês. Você vai atrás da informação. Chega de esperar o dia nascer para ler que localizaram o Osama bin Laden; veja no seu Twitter em tempo real.

André Lemos sintetiza: "Um conjunto de processos e tecnologias que se caracteriza por emissão de
informação digital a partir de lugares/ objetos. Esta informação é processada por artefatos sem fio, como GPS,
telefones celulares, paints e laptops em redes Wi-Fi ou Wi-Max, Bluetooth, ou etiquetas de identificação por meio de radio freqüência (RFID (3)). Dessa forma, os lugares e objetos passam a dialogar com dispositivos informacionais, enviando, coletando e processando dados a partir de uma relação estreita entre informação digital, localização e artefatos digitais móveis. "

Para Lemos, são esses os tipos de Mídias Locativas: Realidade aumentada móvel, Mapeamento/monitoramento, Geotags, Anotações urbanas, Games wireless, Redes sociais móveis.

Já para Santaella, as mídias locativas estão mais ligadas aos "fluxos da vida urbana". Ou seja, é no cotidiano, na correria do dia-a-dia que as pessoas estão usufruindo mais delas. O que podemos concluir é: o impacto causado por essas mídias dependem apenas da sua atenção? Não. Elas já estão invadindo nossos hábitos sem que percebamos e isso é ótimo. Informação aliada à praticidade nunca é demais.

Vídeo demonstrando os benefícios da tecnologia 3G http://www.youtube.com/watch?v=2TKO6e59I3I


A ilusão de realidade


“Isso é a vida real ou isso é apenas fantasia?” questionava Freddie Mercury no início de Bohemian Rhapsody; Lacan provavelmente o responderia: “O real não existe”.

Então, o que é o real? Se seguirmos a linha lacaniana, temos que o tudo o que uma pessoa vê e tudo com o que ela se relaciona é uma impressão simbólica na sua relação com o objeto.

Complicado? Darei um exemplo: Quando você olha um computador, o que você observa é o objeto, que te dá infinitas possibilidades, é uma ferramenta de trabalho e peça-chave na vida de todos. Entretanto, você não enxerga as infinitas peças, placas e fusíveis que compõem aquele objeto. Olha-se para o computador e o enxerga como tal, de acordo com a sua função.

A sua realidade parece irreal? E o irreal é parte constante na sua realidade? Isso te causa conflitos?

A vida em sociedade de modo geral é nada mais que uma grande ilusão construída por nós mesmos para como resultado dessa abstração, nos relacionarmos.

O que é real para um pode não passar de ilusão para outro, quando o primeiro está inserido em sua própria realidade (que não é a do segundo). Os conflitos supracitados, nada mais são que os desencontros de perspectivas causadas por estas diferenças do olhar: tanto de um quanto de outro, em relação ao mesmo objeto.

O conceito de realidade é relativo. Quando se deseja analisar uma situação da forma mais ‘imparcial’ possível, é necessário analisar os diversos ângulos da mesma história e suas diversas realidades.

A vida torna-se então uma grande ilusão compartilhada por todos.

"A imaginação humana é imensamente mais pobre que a realidade"

Cesare Pavese

O que é virtual?



Hoje em dia, muito se ouve falar sobre "virtual". Afinal, o que é isso?



A palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivada de virtus, que significa força, potência.


Entre as várias concepções empregadas a este termo, pode-se dizer que virtual é algo que ainda não foi realizado, que é apenas potencial, mas não deixa de ser real. O virtual não é físico, não é concreto, nem palpável, é apenas conceitual.



O termo virtual geralmente é empregado para fazer referência a simulações, como por exemplo: Realidade virtual, Memória virtual, Disco virtual, etc.




Um dos principais autores a tratar sobre esse tema é o francês Pierre Lévy, que escreveu o livro "O que é virtual?". Segundo ele, é enganosa a oposição entre real e virtual, muito comumente empregada, já que o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Se opõe ao atual porque o virtual carrega uma potência de ser, enquanto o atual já é.



Para Lévy, a virtualização não é nem boa, nem má, nem neutra.



"Antes de temê-la, condená-la ou lançar-se às cegas a ela, proponho que se faça o esforço de apreender, de pensar, de compreender em toda a sua amplitude a virtualização. (LÉVY, 1996, p. 2)

O Virtual e a Era da Informação

Para Marshall McLuhan, filósofo e educador canadense: "toda tecnologia gradualmente cria um ambiente humano totalmente novo". Tomando como base a tecnologia que move o mundo atual: rápida, flexível e mutável; podemos compreender características da sociedade pós-moderna, globalizada e integrada na qual estamos inseridos.

As interações e comportamentos sociais encontram-se em franca modificação, a nova plataforma, o virtual, trás consigo uma nova forma de relacionamento e interação, afetando diretamente a forma dos indivíduos observarem a realidade e reagir à ela. A possibilidade de interagir com qualquer parte do mundo a qualquer hora, manter relação com pessoas em qualquer parte mundo, colocando em xeque a idéia de tempo e espaço é uma realidade nos dias atuais foi proposta por McLuhan na década de 60, com a definição de Aldeia Global (o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia, ou seja, a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nela vive). Entretanto, na época definiu como um meio de comunicação de massa em nível internacional a televisão, sem atentar, no entanto, que as comunicações em uma aldeia se dão de forma bilateral, portanto, somente com o telemóvel e, principalmente, a internet o conceito se concretiza.

Na intitulada “Era da Informação”, as comunicações sofrem grandes modificações, na constante assimilação e descarte de informações que ocorre na sociedade atual. Entretanto, vale questionar até que ponto essa constante assimilação e descarte de idéias e informações afeta o desenvolvimento psicointelectual dos indivíduos.


Conceituando Não-Lugar.


Em meio a sociedade que vivemos, estamos submetidos o tempo todo ao intenso fluxo de informações. Esta intensidade nos faz viver em função da velocidade. Vivemos em constante correria no dia-a-dia, e estamos cada vez mais nos espaços públicos, o que nos coloca sempre em situação de passagem.

A partir daí surge o conceito de não-lugar. Para Marc Augé, antropólogo francês, não-lugar é um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade. São espaços de anonimato no quotidiano, espaços descaracterizados e impessoais, espaços que não são atribuídos quaisquer tipo de características pessoais. São espaços permeados de pessoas em trânsito. Como exemplo temos vias aéreas e ferroviárias, terminais de ônibus, shoppings.

Mas, se pararmos para analisar tal conceito, em determinadas situações o que é não-lugar pra mim pode não ser para meu vizinho e vice-versa, irá depender da bagagem cultural de cada indivíduo. Dessa forma, o não-lugar torna-se subjetivo e particular. Exemplificando: os terminais de ônibus para a maioria das pessoas não passa de um lugar de passagem, mais um lugar na correria do dia-a-dia, mas, para os motoristas dos ônibus que passam o dia todo ali tornam-se lugares importantes, lugares de convívio pessoal.

domingo, 28 de agosto de 2011

Atualidade


É muito difícil falar o conceito de atual, afinal vivemos a atualidade a cada instante. Se procurarmos no dicionário o significado de atual encontraremos o seguinte: que está em atividade, em exercício; do tempo presente.

Mais qual seria um exemplo prático de atualidade? Ora, a internet. Com a internet ao alcance das mãos podemos nos conectar ao mundo, assim ficamos sabendo de tudo, ou pelo menos quase tudo que está acontecendo.

Em sites de notícias como o Globo.com ou o R7 as notícias são atualizadas constantemente. Uma notícia publicada agora, daqui a cinco minutos pode ser considerada velha, ou desatualizada para algumas pessoas.

Para reflexão


"Meu deus, ele está online. Ele pode me ver?"
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Maira Gall