quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Vivemos em um mundo virtual?

Redes socias, telefonia móvel, acesso instantâneo ao mundo web a qualquer hora e em qualquer lugar. Essas são as facilidade principais da era do mundo globalizado em que vivemos.

Quando inserido dentro de um contexo "virtual", o usuário da grande rede tem demostrado cada vez mais difciculdades em diferenciar o mundo "real", ao qual ele pertence, do "virtual", cada vez mais constante no seu dia-a-dia.

Em uma sociedade onde todos estão interligados todo o tempo, alguns questionamentos devem ser feitos. Será que vivemos em um mundo virtual? Será que nossas amizades e contatos vão além do universo virtual?

Um dos principais estudiosos do tema, Pierre Lévy, destaca que o virtual não se opõe ao real. A complementação defendida por Pierra Lévy encontra resistência em ideias de outros autores.

O debate sobre o "virtual" segue e qualquer conclusão sobre o tema deve estar fora de cogitação, pois a cada dia novas definições e experiências práticas surgem sobre o assunto.

[ Continua ]

Toda ilusão é real

Vos explico o paradoxo: segundo o Wikipedia, realidade é "tudo o que existe". E continua "o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise."

Até onde sei, a ilusão é não perceptível, acessível, entendido pela ciência ou filosofia. Portanto, real. O realismo, movimento artístico que surgiu no século 19, na Europa, em contraponto ao Romantismo corresponde a uma mudança do ideal para o real e objetivo, embora muitas obras literárias realistas que eu conheço possuem personagens confusos e cegos de realidade.

Vejamos o que Machado de Assis criou na obra Dom Casmurro: o romance que traz como protagonista Bentinho que nutre uma desconfiança pela personagem Capitu (o amor de sua vida que, segundo seu pensamento, se envolve com seu melhor amigo). Olha, se a Academia considerou o livro como realismo psicológico, quem sou eu pra dizer que Bentinho não passa de um doente mental? Meus caros, a ilusão é sim bem real.

"O que perturba os homens não são as coisas, e sim as opiniões que eles têm em relação às coisas. " Epicteto


Mundo Virtual

Virtual. Segundo o francês Pierry Lévy, a palavra vem do latim medieval virualis, uma derivação de virtus, que significa força, potência. Virtual não é palpável, apenas existe e está relacionado à tudo que esteja na Internet. É um meio onde as pessoas podem estar e conseguir informação dos mais variados assuntos sem precisar sair do lugar.
Além disso, virtual é um termo bastante utilizado para desginar relacionamentos. É comum ouvirmos falar de namoros virtuais, amizades virtuais, aulas virtuais onde o contato entre pessoas reais, nem sempre acontece. Esse tipo de relação cresceu com a criação das redes sociais, blogs, pois a maioria das pessoas, principalmente os jovens, estão sempre conectados à rede e criando outro mundo e outra imagem. É o espaço onde é permitido criar, sonhar, compartilhar informações, arquivos e várias outras coisas.
O mundo virtual veio para facilitar a vida das pessoas, seja simplesmente para achar um amigo de infâcia no facebook ou para grandes pesquisas acadêmicas. Serve para contrubuir na formação de conhecimento dos indivíduos, se utilizada de maneira sensata. Os jornais, as revistas remonadas do mundo inteiro já garantem seu espaço no mundo virtual, contribuindo para a facilidade ao acesso de informações. Ao mesmo tempo que facilita a vida das pessoas, pode acabar com ela, pois a Internet também funciona como válvula de escape na vida dos "excluídos" da vida real formando, às vezes, grupos que se revoltam contra o restante da socidade.
É necessário saber lidar com esse meio tão complexo e abrangente. Algumas escolas já compreenderam a importâcia do mundo virtual e já ensinam aos futuros cidadãos como alcançar o mundo da maneira correta.
E você, está sempre online?





CIBERESPAÇO?



"É o espaço virtual para a comunicação disposto pelo meio de tecnologia."
(Fonte: http://pt.wikipe
dia.org/wiki/Ciberespa%C3%A7o)

O espaço virtual existente no mundo da comunicação podemos chamar de ciberespaço, não sendo necessária uma presença física. O meio mais popular é a internet. Mas podemos usar outros métodos como: celular, pagers, rádio, televisão e etc.

CIBERESPAÇO = INTERNET ?

Muitos utilizam a internet como sinônimo para o ciberespaço. Isso se deve ao fato que é na "rede" que mais se manifesta o ciberespaço. As fronteiras são quebradas e o fluxo de informações é constante.

Mas o ciberespaço independe da internet para existir. O entrelaçamento dos meios de comunicação, tando digitais e analógicos, em uma escala global, como celulares, rádio, televisão possuem seus terminais de informação e comunicação formadores do ciberespaço.

CURIOSIDADE:
VOCÊ SABE O QUE É O : "CIBERESPAÇO E A (CIBER)CIDADE"?

Existem inúmeras metáforas que explicam a experiência virtual, mas o mais favorável é em relação a cidade. Quem nunca ouviu falar em "congestionamento de redes" ou em "homepages"? Essas figuras de linguagem e sua proximidade de significados aponta para o "duelo" entre: "REAL x VIRTUAL".

A relação entre o mundo físico e o ciberespaço é bem popular no famoso jogo Second Life. Pessoas comum criam um avatar com o qual exercem tarefas do cotidiano. Essa metáfora abrange o funcionamento da web, onde casa usuário impõe seus interesses pessoais, mas ao mesmo tempo a atividade em conjunto contribui para a "vida" do ciberespaço exatamente com é na vida real. Surgindo o termo cibercidade, onde funciona a cidade virtual semelhante a real.

Além disso, os links nas páginas funcionam como transição de uma página para outra. Isso reforça que o ciberespaço é um espaço real organizado e "povoado" a seu modo.

DICA DE LEITURA:

Ciberespaço: Um Hipertexto Com Pierre Levy

Resenha: " 'Ciberespaço- Um Hipertexto com Pierre Lévy' tem uma história. A idéia do livro iniciou a partir de uma conversa na mesa de um bar numa madrugada em Porto Alegre. Especialistas de várias áreas e Pierre Lévy refletiam a respeito de sua obra e de como os conceitos se inseriam na contemporaneidade, e do potencial revolucionário das novas tecnologias em termos de construção de conhecimento de subjetividades. As questões levantadas neste livro percorrem temas como o saber, a questão
da construção de um novo ciberespaço, de autocriação, do cotidiano da sala de aula, da periferia oprimida, da produção de novos dispositivos, dentre outros assuntos. Tudo isso perpassado pelos conceitos instigantes de Lévy."

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Professores visitam exposição







A oficina sobre o uso das redes sociais em sala terminou com uma visita à exposição “Tesouros e Simbolismos da Colômbia Pré-Hispânica”. Ficamos encantados com os detalhes das peças expostas. Muitas peças originais são de séculos antes de Cristo.

Ficamos todos de falar um pouco sobre a exposição e divulgar aqui, na web. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A realidade virtual como futuro da medicina. É possível?




Realidade virtual é um termo popularizado para designar sistemas de animação em perspectiva (simulação plana de três dimensões), estereográfica ou não, com alguma interatividade. Porém, esse conceito vai muito mais além do que isso, principalmente, na medicina.

As experiências virtuais estimulam a capacidade que o cérebro tem de modelar e restaurar uma função perdida. Chama-se isso de neuroplasticidade. Como exemplo, podemos citar aqueles momentos em que a pessoa tem o desejo desaparecer, ir para outro mundo. Impossível? Não. Agora, isso é possível. Esse procedimento auxilia no tratamento de doenças como labirintite e síndrome do pânico, além de superar traumas e fobias. No processo de tratamento com realidade virtual os pacientes necessitam de óculos com lentes especiais. Basta colocá-los e o paciente tem a sensação de ser transportado para outro lugar, outro ambiente.

Pesquisadores da PUC, do Rio Grande do Sul criaram uma agência bancária virtual para tratar funcionários que foram vítimas de assalto e ficaram traumatizados. Como primeiro paciente, a universidade gaúcha convidou o bancário Renato Caldas de Souza, que já presenciou sete assaltos, em quatro agências diferentes que ele trabalhou. Nas duas últimas vezes, esses assaltos apresentaram uma agressão física. O bancário afirma que tem medo de sair de casa e procura evitar chegar sozinho ao banco.

Para lutar contra o medo de entrar na agência onde trabalha, Renato encarou pela primeira vez a terapia com realidade virtual. Uma pulseira azul monitorou seus batimentos cardíacos. Na agência virtual, ele assumiu o papel do caixa. No momento dos tiros, a ansiedade dele aumentou, porém, quando ele começou a vivenciar essa situação em um ambiente de realidade virtual, isso começou a se organizar na memória dele e diminui então a resposta de ansiedade.

Em Barcelona, na Espanha, a experiência médica com realidade virtual vai além. Ela consegue criar a ilusão de que você é outra pessoa e que tem outro corpo. Os pesquisadores pedem para a pessoa que está sendo avaliada olhar para baixo. As luzes se apagam e ela vê as mãos de uma criança e tem a sensação de que são as suas. Olha para o espelho e, ao invés de ver a sua imagem, vê uma menina. Não somente vê como chega a sentir que está no corpo dela. Uma mulher faz um carinho na criança. No mesmo momento no laboratório, o pesquisador passa a mão no braço da pessoa.

Vinte e oito homens fizeram esse teste e contaram que realmente se sentiram em um corpo feminino, o da menina mostrada em vídeo. E também tiveram uma sensação muito forte de que era a mulher virtual que estava passando a mão neles. Segundo o chefe da pesquisa, pela primeira ficou provado que o cérebro é capaz de aceitar um corpo virtual como sendo o seu próprio. Cientistas já pensam em usar essa tecnologia para tratar pacientes com anorexia, que têm uma visão distorcida do próprio corpo.

Portanto, conclui-se que em um breve futuro, a realidade virtual pode ser um grande aliado da medicina ajudando na cura de doenças que afetem principalmente o cérebro das pessoas.

Por Elialdo de Oliveira



quinta-feira, 17 de março de 2011

Não-Lugar

o que são não lugares?

Marc Augé define o não-lugar como o espaço vazio de características pessoais, anônimos no cotidiano. “O não-lugar é o contrário da utopia: existe e não alberga sociedade orgânica alguma. E que de dia para dia, acolhe cada vez mais pessoas” Augé, 2005.

Não-lugares, pelo meu entendimento, são lugares pelos quais passamos sem deixar rastro, sem deixar marca pessoal, como aeroportos, hotéis, rodoviárias, estações de trem e metrô, campos para refugiados, etc. São lugares de passagem, que, de acordo com Augé, são carregados com uma sensação de déjà vu, já que são praticamente iguais em todo o mundo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Desterritorialização


O que você entende por desterritorialização? De inicio, podemos ter uma idéia geográfica, de perda de território, como estamos vendo no Japão, onde esta sendo destruída e fazendo sumir algumas cidades em decorrência as catástrofes naturais como o terremoto.
Ou também podemos classificar desterritorialização como uma reforma política que recentemente tomou conta dos países do Oriente Médio e da África.
De fato, a desterritorialização pode ser denominada de várias formas, seja geográfica, histórica, política, psicológica ou humana.
Mas para Felix Guattari, a desterritorialização se da pelo homem contemporâneo, que é fundamentalmente um ser desterritorializado. Seus territórios existenciais originais, o corpo, espaço doméstico, clã, culto, não são mais postos em solo estável, mas integram-se desde agora em um mundo de representações precárias e em constante movimento.
Mas o que estaria ele querendo dizer com isso? De fato, pode ser o excesso de informação que estamos dividindo no nosso território, e com essa fluidez de informação tão rápida acabamos por não absorver nada. Temos tudo e nada ao mesmo tempo. Temos tudo, pois, estamos sempre com uma gama de informações, a mídia esta presente em nosso meio quer queira ou não, mas não conseguimos mais distinguir as coisas, pois estamos em constante movimento e a mídia também, bem mais acelerada que nós, pois cada dia surge novos acontecimentos, novas publicidades.
Porém somos escravos delas, mesmo que não nos damos conta ou a mínima atenção, a nossa forma de pensar, agir, comportar-se vai de acordo com o que a mídia nos impõe. Perdemos até mesmo nossas raízes culturais, em decorrência a toda essa informação e a globalização, sim, pois a globalização favoreceu a esse processo de desterritorialização, antes as pessoas só tinham acesso a notícias locais, hoje em dia, sabemos no mesmo minuto o que esta acontecendo do outro lado do mundo, e uma divisão de culturas, valores e nos tornamos um só tipo de gente, independente da localização, sempre procuramos agir de acordo com o que está sendo vivenciado naquele momento, e não questionamos isso, apenas nos deixamos levar pelo som da música.
Parece que mesmo com essa riqueza de divisão de conhecimento de informações, nós nos encontramos assim, seres vazios e efêmeros, estamos em constante movimento, tanto no físico como no comportamento que muda diariamente, como se não tivéssemos mais nenhuma raiz com nosso local nem nossa cultura. Então quem somos nós? Nós não temos mais um ponto de referência, somos como carros em um constante fluxo de movimento, nada vemos, nada sentimos, apenas seguimos sem deixar quaisquer rastros. A conseqüência, é a desarticulação do sujeito, não conhecemos mais nosso lugar no mundo, o espaço público e desmontado. Onde antes havia concentração de indivíduos, hoje há dispersão.
Eu vejo de uma forma meio pessimista tudo isso, porque se pararmos para nos dar conta, não sabemos muito bem o que estamos fazendo aqui, somos seres perdidos no meio dessa imensidão de informações, muitas horas nos deparamos com uma pergunta, “afinal, quem sou?”, isso porque a cada dia estamos convivendo um com os outros de uma forma mais vazia ou não sentimental, estamos sempre correndo, com pressa, de passagem, raramente paramos ou conversamos por um longo tempo um com o outro, somos todos seres desterritorializados.
E a desterritorialização é característica da sociedade global moderna, não podemos nos assustar nem evitá-la, pois é uma realidade que se concretiza a cada dia, claro que dependendo da região com maior ou menor intensidade, cabe a nós apenas saber como vivenciá-la.


Por Luciana de Carvalho

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flâneur

O poeta e dramaturgo francês Charles Baudelaire, surgiu com o termo Flâneur para caracterizar o cidadão-obervador, presente na cidade de Paris, que participa do desenvolvimento da cidade mais do que um habitante comum. O flâneur aje como uma chave no entendimento e na construção da cidade através da minunciosa observação de todos os aspectos físicos, sociais e antropológicos que nela acontecem.

Após a Revolução Francesa, Baudelaire percebeu que os novos padrões da sociedade entravam em choque com a antiga forma de criação de arte, e considerou que esta contrastava com a então vida moderna. As mudanças trazidas pela industrialização requeriam que o artista mergulhasse na metrópole a fim de conhecê-la mais a fundo do que o que já era conhecido pelo cidadão mediano.

Abaixo uma ilustração em vídeo do que pode ser considerado o flâneur no mundo moderno.

Hipertexto por Pierre Lévy

Pierre Lévy, parte da ideia de que o hipertexto é uma definição anterior às novas mídias, pois faz parte da própria lógica humana do pensamento. Para melhor entendimento e concepção, Pierre Lévy organizou seis critérios para a caracterização dos hipertextos. 

1º Princípio da metamorfose: é o processo de constante construção e renegociação de sentidos que se dá nos hipertextos.

2º Princípio da heterogeneidade: tanto as informações organizadas em uma determinada seção de um hipertexto(imagens, sons, textos) como as conexões que se estabelecem entre as diversas partes dele(critérios lógicos, afetivos, ocasionais, etc.), têm um caráter extremamente heterogêneo.

3º Princípio da multiplicidade e de encaixe das escalas: o hipertexto se organiza de forma 'fractal', ou seja, cada nó ou conexão pode revelar uma rede de novos nós ou conexões e cada novo nó pode apresentar outro universo de conexões e assim por diante.

4º Princípio de exterioridade: a construção, definição e manutenção da internet dependem de múltiplas interações, conexões entre pessoas e equipamentos.

5º Princípio da topologia: nos hipertextos tudo funciona pro proximidade, o curso dos acontecimentos é uma questão topológica, relacionada a construção de caminhos.

6º Princípio da mobilidade dos centros: a rede tem uma estrutura com múltiplos e móveis centros, que se organizam de acordo com o fluxo da narrativa e da leitura.
© SITe
Maira Gall