quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Virtualidade como fenômeno

  Quem lembra do disquete ou do barulhinho feito ao tentar se conectar a internet discada?
Em apenas 20 anos o mundo mudou bastante, não há como negar. Em um primeiro momento podemos chegar a conclusão que a tecnologia surgiu para melhorar nossas vidas, mas por outro lado, observamos que com o seu avanço descontrolado surgiram alguns comportamentos peculiares dentro de nossa sociedade. Tais como a realidade virtual, onde as pessoas imergem em um mundo virtual, vivendo nele da maneira que bem desejar, realizando seus desejos e satisfazendo suas expectativas.
  Com o surgimento do mundo virtual algumas palavras ganharam outro significado, tais como, amizade, namoro, e contato. Hoje podemos conversa com pessoas de qualquer lugar do mundo, sem gastar dinheiro com telefonemas, enviar documentos, pagar contas, fazer compras, isso tudo sem sair de casa. Podemos também conhecer museus, parques, cidades inteiras, assistir a jogos, filmes e trabalhar, às vezes tudo isso ao mesmo tempo.
"o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a actualização." (LÉVY, 1996, p.16)

Medianeras e Amor Liquido



Que tal desconectar para conectar? Acho que esse o objeto de estudo do livro da Bauman e o filme Argentino, os dois trazem questionamentos dos nossos atuais costumes quando se trata de conexões com o mundo virtual, o que está deixando de ser virtual e passando a interferir no nosso cotidiano? Conseguimos sobreviver somente no mundo virtual? Estamos trocando relações de cara a cara por relações “skypianas” ou “facebooquianas”?

Pra quem conseguiu assistir o filme deve ter se questionado, pelo menos em algum minuto, se a sua vida tinha algo a ver com o personagem principal Martin, homem com fobia de ser humano que mora em um minúsculo apartamento da caótica Buenos Aires com sua cachorrinha Susu e que se isola do mundo. Eu me perguntei, se os questionamentos colocados no livro Amor Liquido, onde afirma que não conseguimos ficar longe do nosso celular, que o levamos para todos os lugares, coisa que vale ressaltar, ele escreve em 2003, antes mesmo do boom da conexão móbile, se pareciam com minha vida, canso se ficar na fila do banco e pegar meu celular, ou quando estou esperando alguma amiga no meu bar favorito, aquele aparelho tão cheio de funções não me deixa só, nem muito menos constrangida por estar num bar sozinha esperando alguém, me sinto salva, ótima pedida pros tímidos, coisa que não é o meu caso.

Vamos seguindo, com nossos hábitos, com nossos novos costumes, confraternizando com quem mesmo longe se parece tão perto. Diziam que com a chegada da televisão o rádio iria acabar, com a chegada da internet a televisão iria acabar, e agora com a disseminação da internet mobile vai acabar as relações pessoais, dando origem a relações somente virtuais. Particularmente acho muito futurista, não vejo, pelo menos com meus amigos, alguém deixando de sair pra ficar na frente do computador confraternizando com outros seres virtuais. Vejo sim pessoas saindo e compartilhando momentos com quem ali não estão, porém só resta esperar pra saber onde tudo isso vai terminar. 
Filomena França

Primavera sem flores

Primavera Árabe é a expressão utilizada em alusão à onda de protestos e revoluções que tiveram início em dezembro de 2010, na Tunísia, com o sacrifício do jovem tunisiano Mohamed Bouazizi, que ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra as condições de vida em seu país. O ato catalisou uma crise que levou o então presidente da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita.


A onda espalhou-se, em seguida, por outros países de língua árabe do Oriente Médio e do Norte da África, igualmente em situações que se assemelhavam aos regimes ditatoriais. No Egito, o protesto por dias seguidos culminou com a renúncia de Hosni Mubarak, há 30 anos no poder daquele país. Ainda que tenham sido registrados casos de violência e suspeitas de assassinatos nesses dois países, o caso da Líbia fez parte do noticiário diário. Há 42 anos no poder, o ditador Muammar al-Gaddafi resistiu, enquanto patrocinava uma guerra civil, até ser capturado, torturado e morto por rebeldes líbios. Iêmem, Sudão e Jordânia também fazem parte da Primavera Árabe.

A intensidade das revoltas populares e a agressividade da reação governamental ganhou as manchetes dos jornais de todo o mundo e as conclusões sobre o resultado das mudanças ainda não são certas. Mas o período comprova que a realidade árabe tem sim, interferência geopolítica mundial, além de demonstrar o poder de insurgência de uma população insatisfeita.

O vídeo a seguir, produzido por um aluno de publicidade da UniFmu ilustra os acontecimentos. Vale conferir.



Agência Online


Agência online, agência digital ou agência web é uma empresa, onde sua especialidade é baseada na combinação de três áreas: comunicação, tecnologia da informação e marketing. Sendo assim, sua função é de prestar serviços na área do desenvolvimento técnico e criativo de produtos relacionados com a internet. Tais serviços são divididos entre os gerais, como criação e atualização de websites, criação de hotsites e landing pags até os mais específicos, como mídia, redes sociais, seeding, getão de presença, links patrocinados, SEO, newsletter, email marketing e advergames.
Os profissionais envolvidos com a agência digital são de competência informática, como programador; design, como designer de interface e webdesigner; publicidade, como diretor de arte e webwriter; marketing, como consultor de projetos online, gerente de redes sociais, planejamento de mídia online e gerente de projetos; e outras áreas, como animador de flash, arquiteto de informação, etc.
Como quase toda profissão, existe uma associação, sem fins lucrativos, que apoia e engloba agências digitais chamada ABRADi.
Segue abaixo alguns exemplos de agências digitais:


André Matarazzo, fundador da agência Gringo, publicou os 47 mandamentos das pequenas agências digitais e o site Brainstorm fez a sua divulgação.






Amor Líquido x Medianeras


Para o ser humano, a sua relação com conexão, mundo virtual, seu computador, celular é mais confortável. Depois da existência e expansão deste aspecto, as pessoas passaram a ter mais medo de relações presenciais, pânico de situações onde é necessário conhecer alguém, falar com um desconhecido ou até mesmo com um conhecido. Tudo por conta de que, por trás da tela do seu computador, é mais fácil. Não é necessário olhar ninguém no olho, você está no controle, só acontece o que se quer que aconteça. Fora isso, existe a preguiça e acomodação. 
No filme Medianeiras, estes aspectos estão bem evidentes. O pânico de ambos os personagens em relação o mundo, principalmente o principal, e sua segurança com a internet é algo que acontece até com mais frequência do que se seria aceito. A facilidade de comunicação com as pessoas não significa que se tenha algum tipo de essência. Na maioria das vezes, é superficial e passageira. “Não importa onde você está, quem são as pessoas à sua volta e o que você está fazendo nesse lugar onde
estão essas pessoas.” É como se a sua vida passasse diante dos seus olhos, mas na verdade, a sua vida, ilusoriamente, está acontecendo online. “A diferença entre um lugar e outro, entre um e outro grupo de pessoas ao alcance de sua visão e de seu toque, foi suprimida, tornou-se nula e vazia.” Assim como tem seu ponto positivo de entrar em contato com alguém distante, como no filme mostra o ator principal e sua namorada, que mora nos Estados Unidos, há uma controvérsia, pois nem mesmo a vizinha dele era do seu conhecimento. Os dois se conheceram na internet, pela força do acaso, mas não pessoalmente. Um fato que, atualmente, é o mais comum, infelizmente, de se acontecer. As relações, por mais íntimas que sejam, não conseguem ser pessoais o bastante. Não há o contato. Não há a interação olho no olho. Há uma separação virtual que, por conta do medo e insegurança, tanto dos personagens do filme quanto das pessoas adeptas dessa filosofia de vida, se torna mais confortável. “...você pode se sentir seguro diante da fragilidade irreparável de cada
conexão singular e transitória.”

O Futuro das Lojas

Que tal ir ao supermercado fazer compras e não precisar esperar na fila do caixa?
Saber exatamente onde ficam os produtos que você está procurando?
Experimentar uma roupa e receber sugestões de peças e promoções personalizadas?

Essas são apenas algumas das mudanças que definidamente ocorrerão no mundo do varejo. Isso tudo graças às mídias locativas. Agora você deve estar se perguntando: "mas... mas... o que é isso?". 
Calma, já vou explicar!




As mídias locativas levam em conta a posição geográfica dos usuários para gerarem experimentação, por meio da informação, em uma determinada localidade. 

Elas são cada vez mais usadas, pois são uma excelente estratégia de marketing para que se possa envolver o consumidor. São exemplos de mídias locativas:as etiquetas RFID, a realidade aumentada, as redes Wifi, o GPS e o QR Code. 

Falarei mais especificamente sobre os dois primeiros itens.


Etiquetas RFID

As etiquetas RFID (Radio-Frequency Identification) são um método de identificação automática por meio de sinais de rádio.



Com estas etiquetas, o supermercado dos sonhos existe. Não haverá mais filas. Na saída, podemos simplesmente passar com todas nossas compras ao lado de uma antena sensora de RFID. Todos os itens que estão conosco serão automaticamente detectados.

A vantagem não fica só para o consumidor. As etiquetas também facilitam (e muito!) o controle do estoque de qualquer loja. A contagem manual não existirá mais. Em bem menos da metade do tempo, se saberá quantos itens de cada produto existem na loja, e quais itens precisam ser repostos com urgência.

No Brasil, essa tecnologia ainda é pouco utilizada.

Realidade Aumentada

Permitirá que testemos roupas sem nem mesmo vesti-las.



Em conjunto com as etiquetas RFID, também possibilitará que o consumidor já experimente produtos que são correlacionados aos itens de seu interesse.

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Gostou? Veja outros avanços no universo do varejo no vídeo abaixo:


Blogueiros sujos? O que é isso, Brasil?



Todo mundo sabe que a blogosfera é um ambiente em que é possível se ver de tudo: desde coisas bonitinhas, melosinhas, humorísticas e até críticas sociais, mas de onde surgiu esse termo "blogueiros sujos"?
Bom, o marco zero disso foi a farsa do político José Serra no episódio da bolinha de papel na sua careca. 


Quem não viu, confere aí: 


Nesse episódio, as mídias online fizeram questão de questionar e desmascarar o que tinha acontecido de fato. Foi uma relação "vexatória" entre imprensa e política, até porque a Rede Globo havia noticiado o acontecimento como um "atentado", e sem os meios online, seria nisso que a história iria ficar. Quando Serra foi desmascarado, ele reagiu mal e chamou os blogueiros que eram opositores a ele de "sujos", daí o termo. Como a internet é um meio de propagação de piadas, por assim dizer, o termo gerou um efeito reverso ao que ele queria se referir, pois ele se opunha aos blogs e blogueiros "limpos" que só faziam replicar os discursos dos alinhados ao candidato José Serra. Como defesa, Serra passou a acusar os "blogueiros sujos" de serem financiados pelo governo do PT (para quem não sabe, Serra é da oposição, do PSDB), e isso é inverdade.
Os blogueiros sujos não possuem financiamento e se veem constantemente enfrentando o poderio político e o Poder Judiciário. Em resumo: os blogueiros sujos são os blogueiros progressistas, de esquerda, e eles se bancam do próprio bolso, com muita dificuldade. Eles lutam contra a velha mídia tradicional que na maior parte das vezes é financiada por propaganda governamental e estatal. Os blogueiros sujos buscam cultivar a polêmica, o debate contraditório e sem fragmentação, usando isso como diferencial. Se orgulham de serem progressistas.

Afinal, o que é um Viral?

Sabe aquele tipo de conteúdo que não sai da cabeça e que você já viu em todo canto? Seja uma música, vídeo, gifs ou imagem que todo mundo já compartilhou ao menos uma vez? Pois é.. Esse é o chamado viral. Se chama desde modo, relacionado à palavra vírus pois nós compartilhamos tanto que é quase é inconscientemente.

Geralmente, o que se torna viral na web são vídeos de humor, quem não lembra da nutricionista Ruth Lemos com o seu “Sanduíche iche iche...”? Esse é um dos virais mais antigos da internet brasileira! Mas é claro que existem muitos outros!

É interessante também falar do “Marketing Viral”, que é basicamente quando uma empresa ou marca explora as redes sociais para publicar e aumentar o conhecimento da marca para o público, bem como se fosse uma epidemia. Como não tirar da cabeça os tais dos pôneis malditos? Essa campanha foi uma ação de marketing viral super bem sucedida, afinal os pôneis invadiram o Youtube, Facebook, Twitter, Blogs, enfim todas as redes sociais possessíveis, levando a Nissan à públicos que ela nem imaginava alcançar.

Agora, que tal relembrar e rir um pouco com alguns virais?








Amor Líquido e Medianeras





Digitando ao som de: “Imogen Heap - Hide and Seek”
[ouça clicando aqui]


Oscar-Lima-Alfa*, pessoa!
*alfabeto internacional aeronáutico = ler as iniciais de cada palavra
Neste post, você obterá uma análise do filme “Medianera”, a qual faço um paralelo com o texto do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em “Amor Líquido”.


  • Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual
  • Lançamento: 2 de setembro de 2011
  • Gênero: Romance , Comédia
  • Inteiramente rodado em Buenos Aires, Argentina;
  • Ganhou Festival de Gramado, em 2011, como o “Melhor Filme Estrangeiro” - Júri Oficial e “Melhor Diretor” - Júri Oficial

Como podemos ver, o enredo nos apresenta dois jovens que fazem de tudo para viverem isolados da sociedade. Esse isolamento (solidão), cada vez mais presente na atualidade, é imposto no pensamento de Bauman, no que diz respeito às relações levianas, sem a necessidade de contato físico com o próximo (incluindo sexo).

Nós mesmos (ou pessoas próximas) já exercemos, em algum momento, esse papel de independência social e dependência com o online. Cito, como exemplo, aquelas que fazem compras online (desde um remédio ao televisor LCD 42 polegadas, de ultima geração, para jogar videogame conectado com outras pessoas do mundo, ou sozinho). No filme em análise uma das personagens nos apresenta essa concepção de “estando online, nunca estaremos fora ou longe”, como Bauman diz no texto, pois esta personagem da longa resolve tudo pela Internet (compras, pagamentos e conhece lugares novos, por exemplo).

Ocorre, portanto, a ausência de compromissos reais e duradouros, pensamento esse citado por Bauman: “conexões são rochas em meio a areias movediças”, ou seja, tudo o que é conhecido e está ao nosso alcance é seguro, caso contrário, sucede em uma desagradável experiência emocional de tal intensidade, que deixa uma marca duradoura na mente do indivíduo.


Abraços e até mais! ;D



Olhar Flâneur?

O verdadeiro problema com a expressão "olhar flâneur" não é, precisamente, a sua pronúncia dificultada pela origem francesa, mas a enorme dificuldade, quase uma impossibilidade, de ser resumida em um verbete de dicionário.

Eu explico: criado por Baudelaire, o termo fora utilizado sumariamente para referir-se a um vagabundo que, ao caminhar na qualidade de observador, faz uso do seu incógnito; ou seja, pensa. À medida em que outros autores passaram a utilizá-la, a expressão se desenvolveu e reuniu alguns outros significados. Edgar Allan Poe, por exemplo, considerava esse 'Vagabundo Flâneur', uma espécie de herói vencido do capitalismo, que se esconde na multidão para sentir-se só e observar, investigar o que acontece à sua volta.

Possuir um olhar flâneur, portanto, seria a qualidade de manter um olhar crítico. Um olhar diferenciado, em meio a um mundo que parece não se importar em observar. Ou prefere não o fazer. Um olhar flaneur é um olhar gerado do fundo de sua alma de artista. É simplesmente caminhar pela cidade a fim de experimentar as possibilidades. É perambular com inteligência e manter adiados todos os assuntos imprescindíveis.

                                                                               . . .
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