quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Formação Complementar para Web TV



Quem intenciona montar sua própria Web TV ou participar de uma, pode encontrar alguns cursos disponíveis no mercado que ajudarão, seja na criação de roteiro, no manuseio da câmera ou na edição de vídeos. 

Em Fortaleza é possível encontrar esses cursos em instituições como o Senac, que constantemente oferece cursos na área da informática. Dentre eles, o de Programação java para web em servlet e jsp, no qual o aluno pode se aperfeiçoar na implementação de aplicações na linguagem Java para web visando recursos auxiliares.Outra escola especializada é a Gracom, onde é possível encontrar um curso especialmente para cinema e TV. O curso de CineTV ensina o aluno desde edição de vídeos até a fazer efeitos especiais.


Outra opção interessante é a Vila das Artes que constantemente oferece cursos nas mais diversas áreas. O aluno pode encontrar várias opções na área do audiovisual, como: Curso de Realização em Audiovisual, Núcleo de Produção Digital e Cultura Digital.

E, por fim, a Travessa da Imagem também oferece cursos na área de iluminação e edição de vídeos. Os cursos tem como objetivo unir teoria e na prática. 

Com tantas opções aqui mesmo na cidade, não vai faltar formação para aqueles que planejam ter seu próprio canal de Web TV!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O que é preciso para criar uma WebTV?



Com as facilidades possibilitadas pela internet e a tecnologia atual, qualquer pessoa pode criar um canal de WebTV próprio. Para tanto, muitos sites, nacionais e internacionais, possibilitam a transmissão de vídeos. Porém, para começar a transmitir o usuário precisa tomar algumas providências como:

1- Site/Media Center/blog – É necessário que você tenha uma página final de destino para que seu vídeo seja publicado. Desde um completo Media Center até um simples Blog podem ser seu palco para se comunicar através de vídeo streaming.

2- Plataforma de Vídeos Online (ou  Online Video Platform – OVP) – Através de um software online e sob demanda você gerencia todo o volume de conteúdos numa interface única, cadastrando e publicando na página de saída exatamente como definido no sistema. Assim você pode:

* Definir o formato que ele vai tocar no seu site;

* Configurar o tamanho, cores e atalhos para rede sociais do player;

* Distribuir para todos os aparelhos conectados à internet, inclusive iPad e iPhone;

* Acompanhar o comportamento do seu público através de relatórios analíticos;

* Monetizar os vídeos através de anúncios publicitários veiculados nos vídeos.

3- Integração via API – Para que tudo que você fez no software apareça na sua página de saída é necessário uma integração via API na base de dados do site. Dessa forma, através de um conjunto de códigos padrões a OVP “conversa” com o seu site, simplificando e otimizando a distribuição dos vídeos.

Para quem não tem tanta facilidade com os sites de transmissão, há a possibilidade de criar uma webtv usando apenas o Youtube e uma fan page no Facebook. Os vídeos podem ser editados e postados no canal do Youtube e a página no Facebook garante a interatividade com o público.

Deficientes auditivos ganham WebTV exclusiva




A Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), criou a TV INES, canal de web TV para surdos.

A primeira transmissão aconteceu no dia 24 d abril, data em que se comemora o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio oficial de comunicação e expressão para os deficientes auditivos do Brasil.

O primeiro canal desenvolvido especialmente para surdos do Brasil conta com 12 horas diárias de programação, na qual o webespectador pode conhecer a história e os projetos realizados pelo instituto, assistir desenhos animados e filmes, além de se manter informado. Todos os programas contam com apresentações em Libras.

Segundo a diretora do Instituto Nacional de Educação de Surdos, o INES, "a ideia é criar um entorno positivo a esse universo, para que eles [pessoas com deficiência auditiva] possam ter esse conforto, e o mundo também entre no universo deles. A ideia é contemplar a diversidade", aponta.


No ar para TVs conectadas, tablets, smartphones e também na internet, a TV INES tem como objetivo atingir os 9,7 milhões de deficientes auditivos em todo o país.

[ENTREVISTA] WebTV NIC



Fui conversar com os alunos da WebTV NIC para saber em primeira mão como é fazer televisão na Web e como funciona a rotina de produção e gravação dos programas.

Em busca de novos caminho e opções interessantes dentro do Núcleo Integrado de Comunicação, o NIC, esses alunos participaram da primeira seleção feita para a célula de WebTV. A aluna e estagiária da célula, Gabriela Nepomuceno, destacou o valor da experiência de fazer TV na Web. "Eu sempre quis TV, então quando abriu seleção aqui para o NIC eu procurei logo alguma coisa que tivesse televisão no meio. Eu não sabia como seria, como as coisas funcionavam, o que se fazia numa WebTV, mas no final deu certo. E agora TV e WebTV são o que eu quero fazer", afirmou.

E a rotina de produção e gravação é árdua. Na WebTV NIC todos são produtores, repórteres, câmeras e editores, o que garante a vivência completa do fazer televisão. "A gente vai atrás de ver quem vamos entrevistar, depois entramos em contato com essa pessoa, então gravamos e, então, editamos tudo", enumera Gabriela.

"Nós divimos em editorias, por exemplo, o Lucas [Freire] é da editoria de música, então quando ele foi entrevistar o Fagner, ficou decidido que naquela semana a grande entrevista seria da editoria de música. Daí nós fazemos o reteiro, estudamos a vida do cantor, faz uma pré entrevista - para não ficar perdido e então mostramos todo o material para o professor Glauber", explica Jamile Soares, estagiária da WebTV.

É papel do professor orientador da célula, Glauber Filho, complementar conteúdo e dá as últimas orientações antes da entrevista e da edição.

A periodicidade dos vídeos e sua distribuição durante a semana são variáveis, como me explica Gabriela. "Às vezes conseguimos uma entrevista com alguém interessante aqui da cidade mesmo ou tem algum evento acontecendo, ou uma data comemorativa. Assim, podemos fazer dois, três vídeos durante a semana, depende muito do que aparece e do que conseguimos aproveitar", explica.

O agendamento de entrevistas em uma WebTV acontece exatamente do mesmo jeito que em uma televisão tradicional, como bem explica Jamile. "Para não ficar desorganizado nós sempre agendamos com antecedência e avisamos uns para os outros. É importante lembrar que o entrevistado às vezes não pode em um determinado dia, daí temos que agendar direitinho", explica.


Todos se envolvem na finalização de cada vídeo, não importa quem entrevistou ou quem gravou. O esforço é para não deixar nada pendente antes de partir para o próximo projeto.

Quanto à especialização, o pessoal da WebTV NIC me esclarece, para fazer televisão na web é primordial um curso de câmera e de edição de vídeo. "É importante para não atrasar material por falta de alguém para fazer. Por exemplo, às vezes não conseguimos um câmera ou um pessoa para editar o vídeo, com os cursos podemos fazer nós mesmos", ilustra Jamile.

E eles me garantem, a WebTV está afinada dentro e fora do NIC, recebendo sugestões de pautas e elogios em sua fan page no Facebook. Interatividade não é problema para essa galera.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Afinal, o que é WebTV?



Não podemos passar batido pelas transformações e transições que os meios de comunicação têm sofrido com o advento da internet e sua possibilidade de comunicação instantânea. Essas novas necessidades criadas pela nova forma de se comunicar e se situar no espaço transformou profundamente até os meios de comunicação de massa do século XX, como o rádio e a televisão. 

Não é difícil imaginar que essa tendência levantaria as bases para novas possibilidades de interação social. Foi nesse contexto público, aberto e colaborativo - típico da internet -  que surgiu a WebTV. 

Como já apontamos, na WebTV a interatividade é primordial, isso diferencia o seu conteúdo da programação televisiva que estamos acostumados. Dentre suas características estão: programas temáticos e ao vivo que ficarão online e disponíveis 24 horas por dia para serem vistos e revistos; possibilidade de montar uma grade do jeito que o telespectador desejar; além da participação em tempo real do webespectador (conteúdo colaborativo).

É importante destacar a diferença da WebTV para vídeos on demand (filmes e programas de TV sob demanda) ou mesmo os conhecidos Vlogs. Esses tipos de vídeos fazem parte da programação da WebTV, porém de forma interativa, de forma que você pode montar a sua própria grade de programação e não simplesmente vendo os vídeos dispostos em uma lista. 

Hoje podemos criar nossa própria TV interativa, via web, de qualquer lugar do mundo. E, com isso, novas formas de sociabilidade surgem todos os dias. É de vital importância, portanto, que os profissionais que produzem conteúdo, seja para web ou para as demais plataformas, dialogem com essa nova forma de interagir e participar na contemporaneidade.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Filme: A Origem Texto: O que é o virtual?


Como diz o texto, a palavra virtual é empregada com freqüência para significar a pura e simples ausência da existência, a realidade supondo uma efetuação material, uma presença tangível. O real seria da ordem do “tenho”, enquanto o virtual seria da ordem do “terás”, ou da ilusão, o que permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de virtualização. Podemos associar com a parte do filme em que acontece os níveis do sonho no subconsciente onde se usa um jogo de palavras para convencer Saito de que aquilo não era real e eles precisavam voltar, ele usa frases que Saito havia dito antes da missão. Quando Saito estava ferido no segundo nível do sonho, ele diz algo do tipo: “eu vou conseguir”.  Podemos também ligar ao que o texto fala sobre Limbo, onde este é o último nível do sonho. Nesse lugar um minuto de vida normal pode simbolizar dez anos. Tudo é possível lá, pois o subconsciente não consegue distinguir o real da ilusão, onde o texto diz que o virtual tem somente uma pequena afinidade com o falso, o ilusório ou o imaginário. Trata-se, ao contrário, de um modo de ser fecundo e poderoso. Cada forma de vida inventa seu mundo ( do micróbio à árvore, da abelha ao elefante,  da ostra à ave migratória) e, com esse mundo, um espaço e um tempo específicos.  Podemos relacionar com cena em que quando estão no primeiro nível para tentar implantar a ideia em Fischer uma locomativa entra no meio da cidade e os outros ficam perplexos. O virtual como um processo de transformação de um modo de ser num outro. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A Origem e Piérre Levy: O enigma dos sonhos.

A Origem traz à tona um assunto que desperta muito a nossa curiosidade: os sonhos. São incertos os caminhos que nosso inconsciente percorre até formar uma realidade paralela em que vivemos durante o sono, mas neste filme, Leonardo Dicaprio vive um ladrão de segredos, onde penetra nos sonhos das pessoas com este objetivo ou com a intenção de alterar uma idéia proveniente do inconsciente do indivíduo, levando-o a tomar uma decisão diferente por aquela “sementinha” que Cobb (Dicaprio) plantou em sua mente. Cobb é contratado justamente para isso: criar uma realidade paralela em um sonho para projetar uma idéia no inconsciente de um grande empresário. Essa criação de uma outra realidade pode ser comparada com os conceitos de filósofo Pierre Lévy sobre “O que é virtual”, e podemos encontrar várias passagens do filme que se relaciona com ele. O conceito de “Virtual” é tudo aquilo que não é materializado, existe apenas enquanto potência, no plano das idéias, e é justamente o processo em que o sonho é modificado por Cobb que ele está presente no filme, onde com a ajuda de uma arquiteta, ele consegue projetar uma a realidade durante o sono. É a idéia de penetrar nas mentes das pessoas que faz esse conceito. O conceito de “Atual” está presente quando não estamos na realidade paralela dos sonhos e sim quando os personagens estão acordados, em sua plena consciência. O conceito de “Atualização”, que é o processo do virtual para o atual, pode ser encontrado em diversas partes do filme, desde a idéia de penetrar na mente das pessoas, com a ajuda de uma arquiteta e outros profissionais, até o momento em que eles estão de fato realizando este feito. E por fim, a “Virtualização” é encontrada em todas as dificuldades criada pela mente dos personagens até chegar ao seu objetivo final, como Cobb reencontrando sua esposa e seus filhos, por exemplo. Cada personagem tem o seu “totem”, que possibilitam que eles saibam se ainda estão em um sonho ou não. O totem de Cobb é um pião, que ao parar de girar situa o personagem na vida real, e não no sonho. O problema é que o filme acaba e o pião não pára de girar. Fica o enigma, ele afinal estava vivendo um sonho ou não? E será que estamos?

A Origem e os seus conceitos

Foto: Divulgação


Dentro da história do filme "A Origem", vamos abordar alguns conceitos de Pierre Levy. Quase todo o filme é visto a presença dos conceitos de virtual, atual, virtualização e atualização. Abaixo vou procurar descrever e exemplificar cada conceito com exemplos do filme.

Para Pierre Levy, o virtual é real. Por exemplo, o tiro que um personagem leva no filme e está no sonho, isso é virtual. A dor é sentida no sonho, mas a morte leva a pessoa a acordar. Em suma, "Tudo aquilo que existe enquanto potencia e não uma ato".  A diferença entre virtual e real, é tênue. É como dizer que tudo existe, a cadeira, a mesa...Exemplo, no começo do filme quando eles procuram um químico, isso é real. Mas, isso também mostra que o real e o virtual se misturam. Isso acontece durante o filme todo. 

Em relação à virtualização, observamos que no filme, naquele momento em que passa o trem no meio da avenida (quando eles estão no sonho), mostra que no subconsciente do Coob, ainda existe a presença forte do trem, e isso é inevitável e vem a tona pra ele. Isso, nós podemos chamar de virtualização. Atualização, é o processo que os personagens caminham, para chegar até a solução do problema. Tornando a ideia (o sonho) em algo físico. Quando a arquiteta, por exemplo, transforma as ruas da cidade "virtual" , deixando do jeito que ela quer. E isso vai ocorrendo durante todo o filme. Por isso, tem vários estágios de sonhos e é todo um processo.

Esses quatro elementos se misturam tanto durante o filme, que fica até difícil distinguir e desmembrar todos esses elementos embutidos dentro do filme.


Por Rafael


Pierre Lévy por dentro do filme a origem

Para Pierre Lévy, virtual e real  tratam de duas dimensões opostas ,mas que ao mesmo tempo são dependentes uma da outra para que o processo de evolução do homem, como um ser racional seja possível. No filme A Origem, se formos parar para pensar no conceito de virtual e real já meio que se torna um pouco confuso, como não sabemos ao certo se o protagonista de fato esta sonhando ou acordado, duvidas pairam o ar. Mas se prestarmos atenção na ordem cronológica que o filme nos mostra sem nos focarmos apenas na dúvida que ronda o seu próprio real, Cobb vive mais tempo no virtual do que de fato no real, como se o virtual fosse o seu mundo, a sua origem.Suas maiores lembranças são com sua esposa que justamente por ter se perdido na virtualização, acabou  se esquecendo o que de fato era real (provocando até mesmo sua própria morte). Ao receber a missão de implantar uma ideia na mente de um herdeiro milionário, Cobb reúne sua equipe e no processo de atualização monta um plano para implantar na mente do tal milionário o esquema desejado, tudo isso através do sonho e consequentemente, do virtual. Como prova de que a mente humana é capaz de pensar até mesmo quando se está dormindo e sempre em ação com o seu subconsciente, o plano de Cobb e seus amigos, mesmo tendo sido confrontado, foi realizado com sucesso na mente do herdeiro, fazendo com que a ideia implantada que não passava de algo virtual logo passe a ser real.

A Origem x Pierre Levy


A seguir farei um paralelo entre o filme "A origem", que trata da implantação de uma ideia na mente de um indivíduo através do sonho, e os conceitos do texto "O que é virtual?" do Pierre Levy.

No decorrer do filme, ficaram muito claras as percepções que o autor do texto tem de virtual, virtualização (passagem de uma solução para outro problema), atual e atualização (solução de um problema).

O virtual é uma ideia ou projeto que ainda não se concretizou e não se materializou, apesar de muitos até confundirem com o ambiente da internet. Podemos ver isto nas cenas em que o ator principal (Leonardo DiCaprio – Cobb) planeja toda a ação pra entrar e invadir a mente de Fisher. Essa invasão é feita através do sono e do sonho, o que caracteriza a ideia não materializada.

Em uma parte do filme, eles precisam mostrar para Fisher que seu pai não o odiava, ele o amava. No caso, para que o virtual se concretizasse, era preciso haver primeiramente o processo de atualização.

Cobb reúne uma equipe boa de cinco pessoas bem preparadas para fazer com que seu plano de invadir a mente de Fisher tivesse resultados positivos. Ao entrar na mente e no sonho, eles se deparam com uma situação conflitante e inesperada: a mente de Fisher estava repleta de homens fortemente armados e bem treinados em prol de sua defesa. Neste momento, podemos ver claramente o processo de virtualização, pois eles precisam, de última hora, arquitetar outro plano, para que este não vá por água abaixo. Outro momento em que ocorre essa virtualização, é quando surge, vez por outra, a falecida esposa de Cobb, tentando sabotar toda a atualização do problema.

Por fim, quando Cobb consegue sucesso em sua missão, há a chance de voltar para casa, rever seus filhos e conseguir olhá-los no rosto. Nesta parte, percebemos o atual, que é onde a ideia se concretiza e se materializa.
© SITe
Maira Gall